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Crédito: REUTERS/Pascal Rossignol

Paris e São Paulo – O acordo de US$ 4,2 bilhões para a Boeing comprar o controle da divisão de aviação comercial da Embraer atingiu um obstáculo para implementação, criando incertezas sobre o negócio a menos que um avanço seja obtido rapidamente, afirmaram fontes com conhecimento das discussões.

As companhias mantêm conversas para determinar se várias condições contratuais foram cumpridas para a implementação da venda, incluindo a forma pela qual a joint-venture 80% controlada pela Boeing vai ser criada e financiada. As partes tinham até o final de sexta-feira (24) para resolver a questão.

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O acordo também depende de aprovação da União Europeia, que afirmou anteriormente que precisa aguardar até agosto para completar uma análise sobre a transação. Mas a aprovação das autoridades europeias não é considerada como o principal obstáculo para a conclusão do negócio.
Representantes das duas empresas não comentaram o assunto.

Sob um acordo preliminar assinado no início do ano passado, Boeing e Embraer tinham até sexta-feira (24) – 15 meses após a assinatura inicial – para concluir o acordo e implementar uma série de termos e condições de ambos os lados.

Pessoas familiarizadas com o assunto enfatizaram que o prazo termina à meia-noite de São Paulo e que ainda pode ser alcançado um acordo para resolver diferenças pendentes, embora duas fontes tenham dito que as negociações não estavam avançando rápido.

A Embraer disse nessa semana que negociava com a Boeing para estender o prazo de 24 de abril para fechar o acordo e que não havia garantias sobre se ou quando poderia ser concluído.

A Reuters publicou no mês passado que mercados fracos levantaram questões urgentes sobre o rumo do acordo da Boeing com a Embraer. A queda nas ações da Embraer e as preocupações com o caixa da Boeing, na esteira do impacto da epidemia de coronavírus nas viagens aéreas, minaram os fundamentos econômicos da transação.

Uma fonte familiarizada com as negociações disse que a Boeing segue comprometida com o negócio e que seria complexo reverter a divisão do braço comercial da Embraer, cujos jatos regionais E2 competem com o Airbus A220.

Analistas não descartam uma segunda tentativa de concluir o acordo estratégico se o negócio fracassar.

O contrato tem uma multa de rescisão de US$ 75 milhões, subindo para US$ 100 milhões se for por motivos antitruste, de acordo com uma cópia do acordo enviado às autoridades dos EUA. (Reuters)

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