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Algodão, milho e soja puxam PIB per capita em municípios

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Algodão, milho e soja puxam PIB per capita em municípios
Crédito: Divulgação máximo 4 colunas internas Usada em 11-04-19

Os municípios que lideram o valor da produção de algodão herbáceo, milho e soja apresentaram os maiores valores para o PIB per capita (Produto Interno Bruto por habitante) entre os principais municípios agrícolas. A conclusão é de estudo do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O estudo cruzou os dados da classificação dos municípios pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o PIB per capita de 2017. Foram selecionados 20 municípios produtores de soja, milho, feijão, cana-de-açúcar, café, algodão herbáceo, arroz, cacau e laranja, que representaram 59% do valor da produção do País.

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“Nota-se que estes municípios têm um PIB per capita mais de duas vezes maior do que a média nacional (R$ 31.834,00). Campos de Júlio (MT) apresentou PIB per capita de R$ 190.239, seis vezes maior do que a média nacional. Sapezal (MT) teve um PIB per capita de R$ 103.552, em 2018, mais que três vezes o PIB per capita do País”, salienta José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do Mapa.

Outros municípios, como Diamantino (R$ 91.907) e Nova Ubiratã (R$ 90.449), também apresentaram PIB per capita muito superior à média nacional.

As regiões que lideram o valor da produção de algodão, milho e soja são as que têm gerado a maior riqueza no campo, indicada pelo PIB. Em uma posição abaixo, estão as áreas de cana-de-açúcar, feijão e laranja. As regiões com o mais baixo valor do PIB per capita são as áreas de café, cacau e arroz, com PIB per capita cerca de 20% a 30% abaixo da média nacional.

“Esses resultados mostram que as regiões que têm incorporado níveis crescentes de tecnologia também têm liderado a geração de renda na agricultura. Nessa corrida, produtos com maior dificuldade de deixar padrões tradicionais de produção estão ficando para trás, o que tem levado ao empobrecimento de importantes regiões brasileiras”, conclui Gasques. (Com informações do Mapa)

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