ALMG quer esclarecimentos sobre venda de sede da Cemig

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ALMG quer esclarecimentos sobre venda de sede da Cemig
Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pediu esclarecimentos sobre a tentativa de venda do edifício-sede da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Assim como a estatal mineira que vem, já há alguns anos, adotando uma série de medidas com vistas a um equilíbrio financeiro da companhia, a Fundação Forluminas de Seguridade Social (Forluz) – empresa de Seguridade Social dos funcionários da Cemig – também tem buscado processos e alternativas para melhoria da eficiência operacional.

Uma das medidas diz respeito à venda edifício Júlio Soares, localizado na avenida Barbacena, na região Centro-Sul. À venda desde 2018, este ano o empreendimento recebeu proposta consistente, mas que não foi concretizada.

É o que disse, por meio de nota, a Forluz. “A entidade recebeu proposta para compra do edifício Júlio Soares, e que foram seguidos todos os ritos de governança previstos na legislação e políticas internas. Os Órgãos de Governança da Fundação aprovaram a continuidade das negociações para a concretização da venda. Entretanto, não houve sucesso nas tratativas para conclusão da operação, que foi encerrada. O imóvel ainda possui vários anos de contrato de aluguel com a Cemig”, consta no documento.

Ainda assim, de autoria do deputado Ulysses Gomes (PT), o requerimento protocolado na ALMG quer esclarecer o processo. Para isso, pede informações sobre avaliação do Conselho quanto à pertinência do negócio neste momento do mercado imobiliário, bem como sobre o valor avaliado e os responsáveis por esse cálculo.

O parlamentar também pediu dados sobre o corretor da venda e a quantia que este receberá pela corretagem do imóvel. Questionou ainda se houve algum tipo de concorrência ou se foi realizada a venda direta a um determinado comprador, o qual deverá ser identificado, conforme o requerimento.

Ulysses Gomes quer esclarecer a justificativa para a adoção dessa modalidade de venda, qual o valor pago e a forma de pagamento (no caso de já ter sido efetuado o negócio). Por fim, questiona se o contrato de aluguel com a Cemig continua vigorando e até quando isso ocorrerá.

Investimento – Na mesma nota, a Forluz justificou que é proprietária do edifício e que a construção do mesmo foi realizada com os recursos dos participantes, há mais de 40 anos, com o objetivo rentabilizar o valor investido visando o pagamento presente e futuro de benefícios de complementação de aposentadoria.

A Fundação informou ainda que possui uma carteira de ativos diversificada e que permanentemente é avaliada pelo seu qualificado corpo técnico, Comitê de Investimentos, Diretores e Conselheiros com o propósito de buscar, no tempo preciso, o casamento entre seus compromissos e seus ativos, de tal forma a honrar suas obrigações junto aos participantes.

“Pelos estudos realizados pela Forluz, o plano de previdência ao qual esse investimento pertence, já indica a necessidade de aumento de liquidez, ou seja, a necessidade de venda desse ativo para cumprir com essas obrigações”, argumentou.

A Fundação ressaltou, por fim, que está entre as dez maiores entidades fechadas de previdência complementar do Brasil em patrimônio e possui um rígido processo de governança, fiscalizado permanentemente pela Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A Fundação é uma das poucas empresas do País com certificação em Gestão de Riscos ISO 31000.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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