Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo – A bolsa paulista subiu pelo quinto pregão consecutivo na sexta-feira (4), renovando a máxima recorde de fechamento, após oscilar entre altas e baixas, conforme os ganhos acentuados em Wall Street contiveram o movimento doméstico de realizações de lucros.

Referência da B3, o Ibovespa avançou 0,3%, encerrando a 91.840,79 pontos, em novo recorde de fechamento. Na semana, a alta acumulada foi de 4,5%. O giro financeiro somou R$ 16,77 bilhões.

O indicador começou o dia pressionado por embolso de lucros, na esteira de declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência com idade mínima mais baixa do que a esperada – de 62 anos para homens e 57 para mulheres -, chegando a cair 0,8% na mínima.

Mas a abertura muito positiva das bolsas norte-americanas contagiou o mercado doméstico e o Ibovespa chegou a subir 1,24% no melhor momento da sessão, batendo máxima intradia de 92.701,36 pontos.

“Foi um misto de necessidade de realização (de lucros) após período relativamente longo de ações em alta com exterior muito positivo”, disse o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, acrescentando que a firmeza de ações atreladas a commodities contrabalançou as perdas do setor bancário, do varejo e da Embraer.

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Embraer – Em evento junto a representantes da Aeronáutica, na Base Aérea de Brasília, Bolsonaro sinalizou, na sexta-feira, preocupação com o futuro da fabricante brasileira de aeronaves, o que desencadeou vendas generalizadas do papel.

No exterior, o S&P 500 e Dow Jones subiam mais de 3% na reta final do pregão, com os comentários do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, para acalmar investidores preocupados com a desaceleração econômica dos Estados Unidos (EUA), corroborando fortes indicadores de emprego.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou, ainda na sexta-feira, que a criação de vagas de empregos no país cresceu no maior ritmo em 10 meses em dezembro, enquanto os salários aumentaram. (Reuters)