Economia

Barragens de mineração embargadas em Minas Gerais sobem para 21

O Estado é responsável pela metade das estruturas com embargo no País
Barragens de mineração embargadas em Minas Gerais sobem para 21
A barragem Forquilha III, em Ouro Preto, é uma das seis estruturas da Vale localizadas em Minas Gerais que estão sem o atestado de estabilidade na campanha do primeiro semestre deste ano | Foto: Divulgação Vale

Minas Gerais possui 21 barragens de mineração embargadas porque as empresas não enviaram ao Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM) a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) ou remeteram sem atestar a estabilidade. O Estado responde pela metade das estruturas com embargo no Brasil.

É o que mostra o relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM), que apresenta a consolidação das declarações recebidas referentes à campanha de entrega do primeiro semestre de 2026, cujo período de encaminhamento ocorreu entre 1º e 31 de março.

Em relação à campanha do segundo semestre do ano passado, com prazo de envio pelas mineradoras entre 1º e 30 de setembro, o número de barragens embargadas aumentou. À época, a autarquia federal não recebeu a DCE ou registrou seu recebimento sem que a estabilidade estivesse atestada para 16 estruturas em Minas Gerais e 36 no País.

Estruturas sem estabilidade declarada no Estado

Especificamente no Estado, a Vale não atestou a estabilidade de seis barragens no primeiro semestre deste ano, assim como também ocorreu na campanha do primeiro semestre de 2025. As estruturas da companhia que não tiveram estabilidade atestada foram a Sul Superior, localizada em Barão de Cocais; Xingu (Mariana); 7A (Nova Lima); Forquilha I; Forquilha II; e Forquilha III (as três últimas ficam no município de Ouro Preto).

O mesmo aconteceu com a ArcelorMittal Brasil, que deixou de atestar mais uma vez a estabilidade da barragem Serra Azul (Itatiaiuçu), e com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), com a Bacia Nestor Figueiredo e a barragem D4 (ambas em Caldas).

Duas empresas que haviam atestado estabilidade na última campanha não atestaram desta vez. Foram elas a Topázio Imperial Mineração, com a barragem Água Fria (Ouro Preto), e a Extrativa Metalurgia, com a barragem Rejeitos (Fortaleza de Minas).

Outras duas mineradoras tinham atestado estabilidade, mas agora não enviaram a DCE para a ANM: a Mineração Germinal, com a Água Limpa (São Tiago), e a Morro Agudo Minerais, com as barragens 1, 2 e 3 (todas em Paracatu).

Já a Green Metals, que não havia enviado a declaração de estabilidade da barragem Mãe D’Água (Nova Era), mais uma vez não encaminhou ao SIGBM. Igualmente fez a Emicon Mineração e Terraplenagem, não remetendo as declarações das barragens B1A e Quéias e dos diques B3 e B4 (as quatro estruturas situadas no município de Brumadinho).

Completando as 21 barragens embargadas em Minas Gerais, a Mineração Santa Cruz não enviou a DCE do dique Santa Cruz (Ouro Preto). A estrutura foi enquadrada no Plano Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) no dia 30 de abril do ano passado e, portanto, passou a ser obrigada a encaminhar o documento a partir desta campanha.

Por outro lado, a Vale atestou estabilidade de duas barragens que não tinham atestado anteriormente. As estruturas da empresa que deixaram a lista de embargo foram a Norte/Laranjeiras (Barão de Cocais) e a Pontal (Itabira).

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