Consumidores querem aproveitar a Black Friday, mas desconfiança persiste

Brasileiros estão otimistas com a Black Friday, mas temem por cair em golpes de empresas oportunistas

14 de novembro de 2023 às 16h45

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Para 93% dos brasileiros planejam aproveitar as ofertas de produtos | Crédito: Adobe Stock/Divulgação

Uma das datas mais aguardadas pelo varejo, a Black Friday promete movimentar o comércio em Minas Gerais e no País com muitos descontos. Mas, nem sempre essas promoções são reais e o consumidor acaba caindo naquela que já ficou conhecida pelas redes sociais como “Black Fraude”. Faltando dez dias para a tão esperada data, um estudo revelou que 93% dos brasileiros planejam aproveitar as ofertas de produtos. No entanto, 61% dos entrevistados acreditam que as marcas acabam enganado os consumidores.

Realizada pelo escritório Score Retail em parceria com a empresa Hibou, o levantamento “Pulso Black Friday 2023″ ouviu 1.500 consumidores pelo País e também revelou que 35% dos que pretendem aproveitar as ofertas da Black Friday devem adquirir eletrodomésticos, 32% devem comprar roupas e utilidades domésticas, 27% calçados e 26% eletrônicos. Neste contexto, a expectativa é que para uma parcela de 58% desses entrevistados, o ticket médio que será gasto no comércio, possa girar em torno de R$ 500.

O estudo ainda apurou que 36% dos consumidores pelo País acreditam que as ofertas deste ano estão melhores do que as de 2022, enquanto 58% acreditam que tudo se manterá como no último ano. Já 6% dos entrevistados não veem com otimismo o período de promoções e estimam que a data será pior que no ano anterior.

Golpe: Black Friday pode ser sinônimo de oportunismo

Apesar de a maioria dos entrevistados estar apostando na data para as compras, o consumidor tem ficado mais exigente quando o assunto é transparência nas ofertas. “A Black Friday desperta o lado consumista, mas os brasileiros estão mais cautelosos na hora de abrir o bolso. É interessante observar que a decisão da compra nem sempre reflete o que escolheriam comprar”, observa a coordenadora de Pesquisa e sócia da Hibou, Ligia Mello.

Ainda conforme a pesquisa, 37% dos entrevistados concordam que os preços estão altos e a data não muda essa realidade, o que pode representar um oportunismo. Enquanto isso, 14% deles afirmam que nunca encontraram boas promoções na Black Friday. Já para 13% dos consumidores, a falta do recebimento do décimo terceiro salário influencia a decisão de não realizar compras durante a data.

A coordenadora do curso de Direito da Estácio, unidade Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, Regiane Priscilla Monteiro, tem uma dica para diferenciar empresas oportunistas de sérias. Ela sugere buscar as marcas com o selo “Black Friday Legal”.

“Esta é uma forma de efetuar compras com segurança, uma vez que criminosos se valem principalmente do comércio eletrônico para praticar seus golpes. O selo é concedido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net) às empresas aderentes do Código de Ética. O código determina regras de postura, entre elas, agir com boa-fé e ser transparente em relação aos preços que anuncia, garantindo as condições de estoque e preços apresentados sem qualquer alteração, sob pena de ser obrigada a cumprir a oferta inicial”, detalha Regiane Monteiro.

Pode devolver produto que estava na oferta da Black Friday?

Na situação de ter comprado um produto, e logo perceber que se tratava de oportunismo, Regiane Monteiro esclarece que o consumidor tem o direito de arrependimento. Segundo ela, o prazo é de até sete dias contados a partir do recebimento da mercadoria, em caso de aquisição por e-commerce, sem que seja necessária qualquer justificativa.

“Formalizado o pedido, o comprador terá o direito de receber o valor integral pago, incluindo custos extras, como frete ou taxa de instalação. A devolução do dinheiro deve ser imediata. Com o Decreto do Comércio Eletrônico (Decreto Federal nº 7.962/2013), mesmo as compras pagas no cartão devem ser reembolsadas. Já quando a compra for realizada em loja física, não existe previsão legal para arrependimento, salvo se o produto apresentar defeitos ou danos. Portanto, nesta modalidade é preciso ter convicção no ato da compra”, finaliza.

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