Desembolsos do Banco do Nordeste em Minas Gerais somaram R$ 2,3 bilhões no acumulado entre janeiro e novembro - Crédito: Divulgação

Dos R$ 29,3 bilhões previstos para serem aplicados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no ano que vem, R$ 2,4 bilhões deverão ser aportados em Minas Gerais, nas regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri. Deste total, R$ 1,4 bilhão será destinado aos projetos de infraestrutura e o restante (R$ 1 bilhão) será distribuído entre os setores do comércio e serviços, da agricultura, pecuária, indústria, agroindústria e do turismo.

Os recursos são do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e nos nove estados da região e do Norte e Espírito Santo serão divididos em R$ 19 bilhões para os diversos setores, R$ 10,23 bilhões para a infraestrutura e R$ 50 milhões para o Programa FNE Sol, destinados à mini e microgeração de energia para pessoas físicas

Também foi aprovado montante de R$ 20 milhões para o financiamento estudantil de nível superior (P-FIES), voltado para estudantes da região Nordeste com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos, conforme prevê a modalidade II do programa.

De acordo com o gerente-executivo de Negócios do Banco do Nordeste em Minas, Demeétrius Monteiro, provavelmente os recursos liberados pelo FNE não serão suficientes para financiar todos os projetos pleiteados junto à instituição financeira no ano que vem. Segundo ele, é bem provável que seja necessário buscar outras fontes de recursos para os contratos pleiteados.

“Nos últimos anos havia certo receio por parte dos investidores. Agora a economia começou a aquecer e a expectativa é ainda mais positiva para 2020”, explicou.

2019 – Neste ano, as aplicações do BNB em Minas chegaram a R$ 2,3 bilhões até o fim de novembro, superando o total contratado em iguais meses de 2018, segundo o gerente da regional. Deste montante, R$ 900 milhões foram aplicados em infraestrutura. No País, as cifras contratadas pelo Banco chegaram a R$ 24 bilhões até novembro e deverão somar R$ 27 bilhões no encerramento do exercício.

Dos investimentos da instituição financeira no Estado, Monteiro destacou os realizados em infraestrutura, que segundo ele, são fundamentais para incrementar os financiamentos nas demais áreas. Ele citou também os grandes projetos de energia que as regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri têm recebido, como parques de geração de energia fotovoltaica e linhas de transmissão.

“Além disso, destacaram-se também as micro e pequenas empresas, cujos desembolsos já chegam a R$ 160 milhões, com uma média de R$ 75 mil por contrato. Para o ano que vem esse número deverá ultrapassar os R$ 200 milhões”, apostou. A justificativa para tamanho incremento, conforme o gerente, está no perfil do negócio e no cenário econômico cada vez mais voltado para o empreendedorismo.