Economia

Caixa passa a financiar imóveis mais caros pelo Minha Casa Minha Vida a partir de quarta-feira (22)

Na prática, o programa abre espaço maior para a classe média dentro da política habitacional
Caixa passa a financiar imóveis mais caros pelo Minha Casa Minha Vida a partir de quarta-feira (22)
Foto: Ricardo Stuckert

A Caixa Econômica Federal, principal operadora do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), começa a aplicar na próxima quarta-feira (22) as novas regras do programa, após aprovação do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e regulamentação pelo Ministério das Cidades.


Na prática, o programa abre espaço maior para a classe média dentro da política habitacional, pois passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.


Também houve elevação nos tetos dos preços dos imóveis: na faixa 3, o valor máximo sobe para R$ 400 mil, enquanto na chamada faixa de classe média chega a R$ 600 mil. Para as faixas 1 e 2 foi mantido o limite de até R$ 275 mil, com variação conforme o tamanho do município.


Com isso, o programa o programa passa a incluir desde apartamentos compactos até imóveis de padrão médio, com dois ou três dormitórios.


As alterações também mudam o enquadramento das famílias nas faixas, o que pode resultar em condições mais vantajosas de financiamento. Um dos efeitos é a migração de parte dos beneficiários para categorias com juros mais baixos.


É o caso de famílias com renda próxima de R$ 3.000, que deixam a faixa 2 e passam à faixa 1, com redução mínima de 0,25 ponto percentual nas taxas, diminuindo o custo total do financiamento ao longo do contrato.


Os interessados podem simular as novas condições no site da Caixa ou no aplicativo Habitação Caixa a partir da próxima quarta, de acordo com informações corrigidas pela Caixa nesta tarde.


Segundo o presidente do banco, Carlos Vieira, a revisão amplia o leque de imóveis disponíveis sem descaracterizar o perfil social do programa. Ele diz que isso significa mais alternativas para quem busca conquistar a casa própria.


A vice-presidente de habitação, Inês Magalhães, afirma que as mudanças aproximam o MCMV da realidade atual do mercado imobiliário e da renda das famílias.


Veja o que muda


O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, com quatro faixas:

Passam a entrar imóveis de padrão médio, com 2 ou 3 dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em regiões mais valorizadas das grandes cidades

Faixa 1: passa de até R$ 2.850 para até R$ 3.200 mensais

Faixa 2: sobe de até R$ 4.700 para até R$ 5.000

Faixa 3: vai de até R$ 8.600 para até R$ 9.600

Faixa 4: de até R$ 12 mil para até R$ 13 mil


Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal, que é a soma dos ganhos de todas as pessoas que vão compor o financiamento e morar no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.


Entram nessa conta salários formais, rendimentos de trabalho autônomo, aposentadorias, pensões e outras fontes comprováveis. O valor total é o que define em qual faixa o comprador se encaixa e, consequentemente, a taxa de juros e eventuais subsídios a que terá direito.


Nos valores dos imóveis, as principais mudanças estão nas faixas superiores:

Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil

Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil


Juros e prazos


As taxas de juros variam conforme a renda e a linha de financiamento. Para famílias com renda de até R$ 9.600, os juros partem de 4% ao ano e podem chegar a 8,16% ao ano, com possibilidade de redução para cotistas do FGTS. Já na faixa de classe média, a taxa nominal é de 10% ao ano.


Os prazos de pagamento podem chegar a até 420 meses (35 anos), dependendo da modalidade escolhida.


COMO PEDIR E ONDE SIMULAR O FINANCIAMENTO


O simulador habitacional da Caixa será atualizado com as novas condições. A ferramenta é gratuita, não gera compromisso e permite ao interessado comparar cenários antes de iniciar o processo de financiamento. A partir de quarta-feira, os interessados poderão simular com as novas regras.


1 – Acesse o Simulador Habitacional no site ou aplicativo App Habitação CAIXA
2 – Informe renda familiar, valor do imóvel e localização
3 – O sistema indica a faixa, a taxa de juros e eventual subsídio


A partir de quarta-feira (22), para seguir com o financiamento, será preciso apresentar:

comprovantes de renda (holerite, declaração de IR)

documentos pessoais

extrato do FGTS


O que dá para comprar


O imóvel que pode ser financiado pelo Minha Casa, Minha Vida depende da faixa de renda da família e dos novos tetos de valor, que foram elevados para acompanhar a alta dos preços do mercado imobiliário.


O programa não fixa um tamanho padrão de imóvel, mas impõe requisitos técnicos mínimos que, na prática, fazem com que as unidades tenham pelo menos algo entre 36 m² e 40 m² nas faixas mais populares e variem acima disso nas demais.


Até cerca de R$ 275 mil (faixas 1 e 2):

Mais compactos, geralmente apartamentos de 2 dormitórios, com metragem reduzida e foco em custo

São comuns em bairros mais afastados ou cidades menores
Até R$ 400 mil (faixa 3):

Apartamentos novos de padrão intermediário, ainda com 2 quartos na maioria dos casos, mas já com mais espaço e áreas de lazer


Até R$ 600 mil (faixa 4):

Passam a entrar imóveis de padrão médio, com 2 ou 3 dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em regiões mais valorizadas das grandes cidades

Conteúdo distribuído por Folhapress

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