Capital abre 2019 com inflação de 1,87%

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Capital abre 2019 com inflação de 1,87%
Crédito: Alisson J. Silva

Depois de encerrar o ano passado com inflação de 4,59%, acima do centro da meta, Belo Horizonte iniciou 2019 com alta nos preços. A inflação da Capital aumentou em 1,87% em janeiro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a evolução dos gastos das famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e

Contábeis (Ipead) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
De acordo com a pesquisa, dos grupos avaliados, a maior alta veio dos produtos não alimentares, que englobam gastos com habitação e itens pessoais, com crescimento dos preços de 2,75% no mês. Logo em seguida, o conjunto de alimentação na residência apresentou elevação de 2,04% nos preços. O grupo de produtos administrados teve crescimento de 1,7% e habitação 0,85%. Na outra ponta, destacou-se o item alimentação fora da residência, com queda nos preços de 1,14%.

Ainda conforme o levantamento, de forma detalhada, dentre os 11 itens agregados que compõem o IPCA, os maiores destaques foram as altas de 7,21% para alimentos in natura, 3,98% para despesas pessoais, 3,69% para alimentos elaboração primária, 1,70% para produtos administrados, 1,65% para artigos de residência e 1,14% para bebidas em bares e restaurantes. Já o item vestuário e complementos observou avanço de 0,09%. No sentido oposto, destacou-se a queda de 1,39% para alimentação em restaurante.

Com esses resultados, o IPCA acumulou avanço de 4,76% nos últimos 12 meses. Neste tipo de comparação, as maiores contribuições vieram de alimentação fora da residência (5,63%), seguido por gastos pessoais (5,52%).

Logo após, apareceu produtos administrados (4,77%) e alimentação na residência (4,03%). Habitação apresentou elevação de 2,49% nos preços.
Já quando considerados os produtos/serviços com maiores variações de preços em janeiro na capital mineira, a principal contribuição veio das excursões, com elevação de 27,29%. Em seguida, apareceram: ônibus urbano (11,14%), curso superior (9,01%), empregado doméstico (4,61%) e IPTU (3,86%).

As cinco menores contribuições, por outro lado, foram observadas junto aos preços do seguro obrigatório anual (-60,85%), ingressos para jogo (-13,70%), lanche (-2,57%), gasolina comum (-2,43%) e refeição (-1,07%).

Cesta – O custo da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com alimentação, já refletiu a alta dos preços registrada em janeiro e chegou a R$ 426,75 no mês passado. O valor representa um aumento de 2,29% em relação a dezembro. Além disso, já equivaleu a 42,76% do salário mínimo brasileiro, reajustado neste ano para R$ 998.

Dos treze itens que compõem a cesta básica, os principais aumentos foram observados na carne “chã de dentro” (9,97%) e no “feijão carioquinha” (14,26%).

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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