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Oito empresas produzirão baterias de lítio em Minas

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Oito empresas produzirão baterias de lítio em Minas
As negociações com a BH Airport preveem o início das operações da Colossus Cluster Minas Gerais em dois anos | Crédito: Divulgação/BH Airport

Com investimentos de US$ 3,5 bilhões nos próximos seis anos, o Aeroporto Industrial localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vai abrigar um grupo de indústrias de baterias de lítio, componentes e veículos elétricos.

Trata-se da Colossus Cluster Minas Gerais, que reúne oito empresas do Vale do Silício, que viram no Estado um ecossistema propositivo e convergente às suas propostas e projetos dentro da chamada economia verde.

É o que explica o CEO da ArqBravo Group In, Eduardo Javier Muñoz. “Nossa escolha por investir em Minas Gerais tem muita relação com o posicionamento do Estado como polo de atração de investimentos, inovação e tecnologia. Temos encontrado um ecossistema muito propositivo e de muita ajuda que tem facilitado os processos. O Brasil naturalmente, pelo tamanho do mercado, já era um dos mercados almejados por nossas empresas na América Latina, e Minas se destacou por estes e outros motivos, como a própria cadeia automotiva que abriga”, detalhou.

Segundo ele, a intenção é iniciar as obras de instalação no aeroporto industrial no segundo semestre de 2021. Já as operações estão previstas para 2022. Para isso, as negociações com a BH Airport, concessionária que administra o local, já estão em andamento.

“A decisão está tomada, já assinamos o acordo de intenção de investimentos e agora as equipes trabalham no avanço do projeto e posterior execução. Iniciaremos em uma área de 46 hectares, mas poderemos chegar a 100 hectares, pois o projeto inclui áreas de expansão”, afirmou.

No local, as empresas especializadas na fabricação de itens voltados para descarbonização irão produzir baterias de lítio e seus componentes, bem como veículos elétricos para transporte de pessoas e mercadorias, como táxis, vans e ônibus. A capacidade produtiva do cluster, conforme o executivo, será de 35 gigawatts em baterias.

“Já no que essas baterias vão se transformar vai depender mais do mercado do que de nós. A demanda é crescente, pois o mundo está indo na direção da economia verde. Tanto na Europa como nos Estados Unidos há dezenas de bilhões de dólares sendo destinados à área, que hoje é vista, inclusive, como uma saída da crise econômica imposta pela pandemia, sem contar a mitigação da crise climática”, completou.

Sócios locais – Além das empresas vindas do Vale do Silício, o Colossus Cluster Minas Gerais também contará com sócios locais. É que a intenção, de acordo com Muñoz, é criar um ecossistema para desenvolvimento da indústria 4.0, para ele, a maior revolução dos últimos tempos.

“Uma indústria integrada exige tecnologias, coalisão de empresas com diferentes expertises e tecnologias e, porque não, de diferentes lugares. É isso que pretendemos fazer para mudar a realidade das cidades brasileiras e da América Latina”, revelou. Assim, os itens fabricados no aeroporto industrial serão comercializados em grande parte para todo o País, mas também para os vizinhos latinos.

Este é o primeiro projeto com foco industrial do grupo no Brasil. Mas as empresas também integram a EvShare Foundation, uma fundação voltada para o auxílio de governos e corporações na descarbonização do meio ambiente. Neste sentido, está em curso um projeto de modernização e eletrificação dos táxis de Belém do Pará. Ao todo, 1.100 carros serão substituídos por veículos elétricos de última geração, sistemas de segurança, pagamento digitalizado e aplicativo moderno.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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