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Coronavírus e paradas de plataformas pressionam exportações da Petrobras no 1º trimestre

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Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

Rio de Janeiro – A Petrobras tem sentido impactos do coronavírus nos preços de venda do seu petróleo no primeiro trimestre do ano, em meio a uma redução dos valores globais, enquanto a empresa aponta para o período uma possível diminuição das exportações diante de paradas programadas de produção, disse nesta quinta-feira (20) a diretora-executiva de Refino e Gás Natural.

A petroleira, no entanto, não sentiu efeitos na demanda por seu produto, já que “todas as cargas que estavam previstas estão embarcando normalmente”, pontuou Anelise Lara, ao participar de teleconferência com analistas de mercado sobre os resultados da empresa no ano passado.

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Os preços do petróleo no mercado internacional recuaram neste ano, por expectativas de redução da demanda por petróleo, depois que a China, principal mercado externo da Petrobras, limitou o transporte de pessoas para evitar a propagação do novo coronavírus, que teve origem no país.

“É claro que esse impacto que teve no mercado chinês, isso acaba impactando… No primeiro trimestre de 2020, a gente já está vendo desconto em relação ao Brent, mas a gente vai precisar, ao longo do ano, calibrar”, disse Lara, pontuando que o preço dos derivados também foram pressionados.

Atualmente, a China é o destino de cerca de 65% do petróleo vendido pela Petrobras, segundo a executiva. No entanto, a diretora ponderou que os mercados europeu e americano também estão recebendo bem o petróleo da companhia, pela qualidade do produto, com baixo teor de enxofre.

Lara ressaltou, no entanto, declaração anterior do diretor-executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto de Oliveira, de que está prevista uma maior concentração de paradas programadas para manutenção de plataformas no primeiro semestre, com impacto na produção.

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“Vamos ter algumas paradas de manutenção de plataformas, reduz a produção e, como a gente precisa para o refino, provavelmente, vamos reduzir um pouco a exportação neste primeiro trimestre”, disse Lara.

No caso do combustível náutico, conhecido como bunker, Lara pontuou que a empresa observou no último trimestre de 2019, antes da crise do coronavírus, uma melhora no preço de realização, devido a novas normas globais que exigem um produto com menor teor de enxofre que passaram a valer neste ano.

“Com a crise do coronavírus, onde houve um impacto muito grande nos transportes em geral, e no transporte marítimo também, a gente percebeu uma perda (no preço de realização) do bunker em relação ao que a gente estava realizando em dezembro por exemplo”, disse Lara.

“Nós chegamos a ter preços de Cingapura para o bunker na faixa do óleo combustível, o que nunca aconteceu na história.”

No entanto, ela frisou que passando essa fase de impactos do coronavírus, a empresa espera uma retomada do preço de realização do bunker para 2020.

(Reuters)

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