COTAÇÃO DE 07/12/2021

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Crédito: Morgefile/Divulgação

São Paulo– O dólar fechou em queda de pouco mais de 1% na sexta-feira (6), na casa de R$ 4,14, na mais intensa desvalorização em seis semanas, numa sessão positiva para ativos brasileiros em geral e com pano de fundo benigno no exterior.

“As tensões na América Latina arrefeceram, houve intervenções cambiais pelos bancos centrais chileno e brasileiro. Os dados de atividade no Brasil surpreenderam para melhor… E no exterior as preocupações comerciais amenizaram. Toda essa combinação ajudou o real nesta semana”, disse Rogério Braga, responsável pela gestão de renda fixa e multimercados da Quantitas, citando um movimento de “compra de Brasil” na sexta especialmente.

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O mercado de ações brasileiro bateu novos recordes históricos na sexta-feira, e os juros futuros devolveram parte do prêmio de risco acumulado recentemente. O índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,51%, a 111.183,80 pontos, máxima de fechamento, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro do pregão alcançava R$ 16,4 bilhões.

O real liderou os ganhos entre 33 pares do dólar nesta sessão, mas era seguido de perto por pares latino-americanos –os pesos colombiano, chileno e mexicano–, em mais uma evidência de que investidores voltaram a comprar ativos da região depois da liquidação das últimas semanas.

No fechamento do mercado interbancário, às 17h, o dólar recuou 1,02%, a R$ 4,1455 na venda.

É a maior baixa percentual diária desde 23 de outubro (-1,05%). O patamar de encerramento é o menor desde 11 de novembro (R$ 4,1428 na venda).

Na mínima da sessão, o dólar foi a R$ 4,1398 na venda, 2,8% abaixo da máxima recorde de fechamento – de R$ 4,2586 na venda, alcançada em 27 de novembro.

Na semana, o dólar acumulou depreciação de 2,24%, mais do que apagando a alta de 1,14% da semana anterior. A queda na semana é a mais forte desde a semana finda em 25 de outubro (-2,67%).

Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez registrava baixa de 1,11%, a R$ 4,1435.

Analistas avaliaram que o mercado local de câmbio reagiu também ao bom humor externo, após dados positivos nos Estados Unidos e notícias sobre negociações comerciais entre EUA e China endossarem otimismo quanto ao cenário para a economia mundial.

Medida da incerteza para a taxa de câmbio, a volatilidade implícita das opções de dólar/real de três meses caiu a 10,625% ao ano, mínima desde o fim de julho, quando o dólar estava em torno de R$ 3,80. (Reuters)

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