Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte alcançou 108,3 pontos, o que representa alta de 1,2 ponto percentual em comparação ao mês anterior. O crescimento nos números vem após cinco meses consecutivos de queda. O índice é elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em comparação ao mesmo período de 2018, o incremento foi de 15,5 p.p, quando o índice registrou 92,8 pontos, ficando abaixo do nível de satisfação, que é de 100 pontos.
Apesar da expansão, os subindicadores que foram os principais destaques no mês ainda não chegaram aos 100 pontos, conforme ressalta a economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães.

O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) apresentou crescimento de 3,5 p.p., atingindo 85,9 pontos. O Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), por sua vez, chegou aos 95,9 pontos, uma variação positiva de 1,3 p.p. em comparação ao mês anterior.

“Isso se deve à instabilidade da economia. Ainda há a espera, por exemplo, pela aprovação das reformas Tributária e da Previdência. Essas resoluções vão gerar mais confiança para os investidores, para que haja a retomada dos investimentos, promovendo mais empregos”, diz Bárbara Guimarães.

Expansão – Por mais que o clima ainda seja de incertezas, alguns fatores podem ser classificados como os principais para a ligeira alta do índice. Bárbara lembra que o segundo semestre é marcado por questões sazonais.

“Há as datas comemorativas e o décimo terceiro, por exemplo”, diz ela, que acrescenta também a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como outra medida que estimula a economia.

“O 108,3 pontos é um bom número, mas muito próximo aos 100 ainda. Podemos dizer que o caminho ainda é instável, mas as perspectivas são boas”, avalia.

Próximos meses – Os reflexos dessa instabilidade podem ser vistos também no Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões relacionadas aos próximos meses. Houve uma variação negativa de 0,9 p.p. na comparação de julho com agosto, passando de 144,2 pontos para 143,3 pontos.