Economia

Ministério dos Transportes publica edital para duplicação da BR-381 entre BH e Caeté

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes deve investir quase R$ 400 milhões no trecho de 18 quilômetros
Atualizado em 8 de maio de 2024 • 17:55
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Ministério dos Transportes publica edital para duplicação da BR-381 entre BH e Caeté
Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo Diário do Comércio

O governo federal, por meio do Ministério dos Transportes, enfim, publicou o edital para contratação de projeto de engenharia e início da execução das obras de duplicação da BR-381, mais conhecida como Rodovia da Morte, no trecho entre Belo Horizonte e Caeté, na Região Metropolitana (RMBH).

Nas redes sociais, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai investir quase R$ 400 milhões no trecho de 18 quilômetros (Km).

O documento acabou não sendo lançado dentro do prazo informado pelo governo federal em março.

O governador Romeu Zema (Novo) comemorou a publicação do edital. “Se o edital saiu, tomara que agora ande”, disse em café da manhã com jornalistas nesta terça-feira (8), enquanto falava sobre as negociações com o governo federal sobre este e diversos outros entraves do Estado que dependem da União, como o Acordo de repactuação de Mariana, a dívida do Estado com a União e a conservação de rodovias federais que cortam Minas Gerais.

Este é um passo importante para a concessão da BR-381, já que o trecho de 18 Km é considerado complexo para duplicação da rodovia, um dos principais fatores para a falta de interessados nos dois editais de concessão da rodovia lançados anteriormente.

Para tentar amenizar o problema, o governo federal resolveu realizar as intervenções necessárias neste trecho antes da realização do novo leilão da BR-381 – cuja proposta foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União por unanimidade no mês passado.

Concessão da BR-381 atravessa governos

Como se sabe, a concessão e duplicação da BR-381 é um dos mais antigos imbróglios de Minas Gerais. Entra governo, sai governo, o trecho de 304 quilômetros é fruto de promessas e novos projetos por parte de políticos e gestores públicos mineiros e nacionais.

Conforme já publicado, o leilão para a duplicação da BR-381 realizado em novembro do ano passado não encontrou interessados e foi declarado como deserto. A licitação previa a concessão do trecho da rodovia que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce. A previsão de investimentos da empresa que vencesse o leilão, que acabou não ocorrendo, era de R$ 5,2 bilhões.

Antes disso, houve duas tentativas falhas de privatizar a estrada, ainda durante o governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

O ponto do trecho considerado mais complicado para obras, por ser extremamente sinuoso e por precisar de desapropriações, fica entre a saída de Belo Horizonte, pelo Anel Rodoviário, e João Monlevade, na região Central de Minas Gerais.

Nova data para o Rodoanel

Ainda em relação às obras de infraestrutura, o líder do Executivo estadual disse que as intervenções do Rodoanel devem ter início apenas em meados de 2025. A previsão inicial era que ocorressem no segundo semestre deste exercício, uma vez que dependem de avanços no licenciamento ambiental.

Com isso, os prazos para execução da obra e início efetivo das operações também devem mudar. Inicialmente, a expectativa era que as duas primeiras alças estivessem concluídas até 2027, representando a primeira fase das intervenções e representando 70% de todo o projeto. Já o término das obras e o início completo das operações estavam previstos para 2028.

O contrato de concessão para que essa outra obra tão esperada pelos mineiros saia do papel, entre a INC S.P.A e o governo de Minas Gerais, ocorreu em março do ano passado. Com 100 quilômetros de extensão, o Rodoanel será composto por quatro alças – Norte, Oeste, Sul e Sudoeste – e passará por 11 cidades da Grande BH.

A empresa deverá realizar investimentos de cerca de R$ 2 bilhões, enquanto o Estado deve aportar R$ 3,07 bilhões, recurso proveniente do acordo entre o governo e a mineradora Vale para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. Esta será a maior Parceria Público-Privada (PPP) da história de Minas Gerais.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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