Economia

Minas Gerais registra alta de 36,5% nos emplacamentos de veículos

Estado soma mais de 353 mil veículos emplacados entre janeiro e maio, impulsionado pelas vendas de automóveis e motocicletas
Minas Gerais registra alta de 36,5% nos emplacamentos de veículos
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil/Arquivo

De janeiro a maio deste ano, o número de emplacamentos de veículos em Minas Gerais aumentou 36,48% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com mais de 353 mil unidades emplacadas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e outros veículos, o setor registrou cerca de 95 mil emplacamentos a mais no Estado em 2026. Os dados foram divulgados nesta semana pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No Brasil, o cenário também é de alta, porém em ritmo mais moderado. No acumulado do ano, os emplacamentos cresceram 15,39%, passando de 1,9 milhão para 2,2 milhões de unidades. Apenas em maio, foram registrados 492,4 mil emplacamentos, ante 438 mil no mesmo mês do ano passado.

Considerando apenas os emplacamentos de maio em Minas Gerais, a variação também foi positiva, com alta de 37,58%. No período, foram emplacados 85,8 mil veículos, desempenho bem acima da média nacional.

Tanto no acumulado do ano quanto em maio, o crescimento foi impulsionado pelo volume de emplacamentos de automóveis. Ao todo, foram comercializadas 215,7 mil unidades entre janeiro e maio deste ano, frente às 140 mil registradas no mesmo período de 2025. Em maio, o volume passou de 36,5 mil para 55,8 mil unidades.

As motocicletas também registraram alta. Foram 68,6 mil unidades emplacadas no Estado neste ano, contra 61 mil no mesmo período de 2025, avanço de 12,39%. Já os segmentos de caminhões e ônibus apresentaram retração de aproximadamente 26%, com queda mais acentuada entre os caminhões, de 30%. No caso dos ônibus, a redução foi de 8,7%.

Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho reforça a demanda por veículos e mobilidade, mesmo em um cenário de juros ainda elevados. “A demanda permanece consistente e responde a incentivos como os programas Carro Sustentável e Move Brasil, que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que somos um setor extremamente dependente de crédito, renda e confiança do consumidor”, afirma.

Ele acrescenta que os segmentos que apresentaram queda também poderão se beneficiar desses programas e apresentar recuperação nos próximos meses.

Para Arcelio Junior, a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central é essencial para o mercado. “Qualquer movimento de queda dos juros ajuda a melhorar as condições de compra, influenciando diretamente a decisão dos consumidores e das empresas”, avalia.

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