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Empresariado mineiro está menos pessimista, aponta Icei

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Crédito: José Paulo Lacerda/CNI

Apesar de os empresários industriais mineiros ainda não estarem confiantes, os números mostram que a crença do segmento na melhoria dos negócios e da economia está aumentando gradativamente.

Isso é o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de julho, que aumentou 5,8 pontos na comparação com junho (43 pontos) e atingiu os 48,8 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado (55,9 pontos), porém, o indicador apresentou queda de 7,1 pontos. Os dados são do levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

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Conforme mostra o estudo, o índice ainda está abaixo dos 50 pontos – fronteira entre a confiança e a falta de confiança. No entanto, de acordo com a gerente de economia da entidade, Daniela Brito, é interessante notar que há a consolidação de uma trajetória ascendente, pois o crescimento no Icei já ocorre há três meses consecutivos.

Além disso, diz ela, tudo indica que a queda recorde em abril, de 26,8 pontos, não se repetirá nos próximos meses, mesmo com todas as incertezas atuais impostas pelos desdobramentos da pandemia do Covid-19.

“Como tivemos uma queda gigantesca em abril, acredito que, para aquele nível, historicamente baixo, não voltaremos mais. Quanto à melhora da economia, vai depender de fatores como a produção e distribuição da vacina contra o novo coronavírus e do próprio comportamento dos consumidores, pois muitos mudaram seus hábitos”, ressalta ela.

Flexibilização de medidas – Enquanto a solução na área da saúde não vem, muitas cidades mineiras experimentam certa flexibilização no comércio, embora outras tenham regredido nesse sentido. Para Daniela Brito, é justamente esse afrouxamento das medidas de distanciamento social que tem deixado os empresários um poucos mais otimistas.

Quando se analisa os dois componentes do Icei, os números mostram que o índice de condições atuais aumentou 5,3 pontos em julho (35,8 pontos) na comparação com junho (30,5 pontos) e revelam que houve melhora da percepção dos empresários industriais tanto no que diz respeito às economias mineira e brasileira quanto no que se refere aos seus negócios. Mesmo assim, em relação ao mesmo período do ano passado (46,5 pontos), o resultado é de queda de 10,7 pontos.

Expectativa – O componente de expectativa, por sua vez, apresentou avanço pela terceira vez consecutiva e, inclusive, chegou a ultrapassar a linha dos 50 pontos em julho, atingindo os 55,3 pontos no sétimo mês do ano. O número representa um incremento de 6,1 pontos em relação a junho (49,2 pontos).

Conforme destaca Daniela Brito, isso revela que os empresários industriais estão otimistas em relação aos seus negócios nos próximos seis meses. Apesar da alta, entretanto, na comparação com o mesmo período do ano passado (60,6 pontos), houve queda de 5,3 pontos.

“A retomada da atividade econômica começa aos poucos, até porque há riscos de outras ondas da pandemia. Os próximos meses serão muito importantes, até para se analisar o comportamento da transmissão do vírus. Além disso, será possível ver mais os reflexos da flexibilização em termos de economia e se haverá melhora significativa”, ressalta Daniela Brito.

Variação cambial afeta custos do setor

Brasília – O Indicador de Custos Industriais, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra os reflexos das variações do câmbio no aumento nas despesas das indústrias, no primeiro trimestre deste ano. O Indicador cresceu 2,4% em relação ao último trimestre de 2019. Essa variação ocorre, sobretudo, pelo aumento de 6,8% no custo dos insumos importados e de 7,9% no custo de óleo combustível.

O aumento de custos, influenciado pelo câmbio, indica ainda perda de lucratividade da indústria brasileira pois os custos aumentaram 2,4%, mais que o aumento de preço das mercadorias produzidas, 1%.

Por outro lado, a desvalorização do real aumentou a competitividade dos produtos brasileiros no exterior e no mercado doméstico. O preço, em reais, dos produtos manufaturados nos Estados Unidos aumentou 7,4%, enquanto o preço dos manufaturados importados, em reais, teve um aumento de 6,1%.

“Essa pesquisa mostra o impacto da valorização do dólar nos custos das indústrias, um fato que se intensificou neste ano. Ela mostra que a desvalorização da  moeda brasileira aumenta a competitividade, mas também impõe custos à indústria”, avalia o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.

Capital de giro – O custo com capital de giro cresceu 3,7% no primeiro trimestre de 2020, apesar de um recuo de 15% na média trimestral da taxa Selic, na comparação com o quarto trimestre de 2019.

No primeiro trimestre de 2020, houve um aumento da inadimplência na carteira de crédito de capital de giro de pessoas jurídicas dos bancos, segundo o Banco Central, e grande aumento da incerteza e aversão ao risco, por conta da pandemia. Esses fatores podem explicar o maior custo com capital de giro da indústria. (Agência CNI)

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