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Entidades criticam falta de cronograma para reabertura do comércio na Capital

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Crédito: Manoel Evandro

A inexistência de um cronograma de abertura de leitos para atendimento às vítimas do Covid-19 e de reabertura da economia por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) recebeu, mais uma vez, duras críticas de duas das mais importantes entidades representativas do setor de comércio e serviços: a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

De acordo com o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, entre os indicadores utilizados para balizar a decisão sobre a flexibilização ou não das medidas de isolamento social, apenas um compromete o desempenho de Belo Horizonte no controle da doença: a taxa de ocupação de leitos.

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Estacionada em níveis muito superiores aos preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ela não permite que o comércio não essencial volte a funcionar. Para o dirigente, esse resultado é culpa da má administração municipal, que não abriu os leitos prometidos.

“Quando a pandemia começou, procuramos o diálogo e nos colocamos à disposição da Prefeitura. O primeiro fechamento foi feito para que a cidade preparasse o seu equipamento de saúde, mas isso não foi feito. Nada do que foi prometido pela PBH foi entregue. Comércio e serviços são responsáveis por 72% do PIB da cidade. As pessoas estão chegando ao seu limite, se já não chegaram, isso é muito ruim”, explicou Silva.

Na quarta-feira, após reunião com representantes do setor – sem a presença da CLD-BH e da Abrasel –, a PBH divulgou um protocolo para a reabertura sem apresentar datas. Nele, estão as regras mínimas para a flexibilização.

Para bares, restaurantes e lanchonetes, o protocolo estabelece capacidade máxima de uma pessoa a cada 7m², incluindo os funcionários; a necessidade de aferir as temperaturas de clientes e funcionários por termômetro digital infravermelho antes da entrada no estabelecimento e privilegiar a disposição dos clientes em área externa do estabelecimento e/ou em locais com maior ventilação.




O documento destaca ainda uma mesa a cada 6,5m², respeitado o distanciamento mínimo de 2,5m entre mesas, com no máximo duas cadeiras por mesa. Máximo de duas pessoas por mesa. É admitido o uso das calçadas para disposição de mesas mediante licenciamento junto ao município e isolando-se a área para evitar aglomeração e circulação.

É vedado o modelo de self-service. Admite-se serviço com buffet com isolamento dos alimentos em relação aos consumidores e montagem do prato por profissional do estabelecimento devidamente paramentado.

Fica proibida a abertura de espaços de entretenimento infantil (kids) ou área de lazer, caso o estabelecimento possua. Os funcionários devem vestir uniforme somente no local de trabalho. Uniformes, equipamentos de proteção e máscaras não devem ser compartilhados.

A proposta foi igualmente criticada pelo presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. Segundo dados da entidade, ao todo, desde o início da pandemia, aproximadamente 5 mil bares e restaurantes da Capital fecharam as portas. As demissões podem atingir 60 mil trabalhadores até o fim deste mês, o que representa 50% de toda mão de obra do setor na Grande BH. A queda no faturamento é estimada em R$ 1 bilhão.

“Essa proposta parece ter sido redigida por quem não entende do setor e nunca frequentou os bares de Belo Horizonte. Muitas lanchonetes não têm dois metros entre o balcão e a porta. Duas cadeiras por mesa quer dizer que uma família não poderá frequentar um restaurante. É uma proposta inexequível. Nos orgulhamos de sermos a capital dos bares, de sermos uma das cidades criativas pela gastronomia reconhecidas pela Unesco, não podemos ficar assim, sem um plano, uma previsão. Não queremos que todo o comércio reabra amanhã, queremos trabalhar com estratégia e prazos, como todos os lugares do mundo”, destacou Solmucci.

Protocolo da PBH para outros segmentos

Drive-in




O evento deverá ser realizado em local descoberto e cercado, possibilitando a restrição da quantidade de veículos a serem estacionados no local. É vedada a entrada de motocicletas, bicicletas, veículos conversíveis com a capota aberta, vans e similares e pessoas sem carro.

Máximo de quatro ocupantes por veículo. Distância de, no mínimo, 1,5m entre os carros. É vedada a saída do público do veículo, exceto para ida ao banheiro. É vedada a venda de ingressos e alimentos no local. É permitida a venda apenas antecipadamente por meios eletrônicos.

Caso o cliente tenha adquirido itens de alimentação, deverá ser direcionado para drive thru e recebê-los diretamente no carro. Uso obrigatório de máscaras ao sair do veículo e quando houver atendimento pela equipe do evento.

Vestuário (Atacado e varejo)

Capacidade máxima de uma pessoa a cada 7m², incluindo os funcionários. Controlar o fluxo de entrada e saída de pessoas no estabelecimento e organizar filas internas e externas, observando o distanciamento de dois metros entre as pessoas. Manter em locais separados o estoque geral do estoque exposto, ou seja, aquele que é utilizado nas vitrines, araras, ilhas expositoras ou qualquer estoque que terá contato com o cliente.

É proibido que os clientes tenham contato físico com as peças do estoque. O manuseio poderá ser feito apenas nas peças que fazem parte do mostruário, higienizando as mãos com álcool 70% antes e após o toque. Vedado o uso de provadores. Orientar expressamente os clientes a lavarem a roupa adquirida antes de usar.

Quando houver devolução ou troca de produtos, estes devem ser mantidos em separado durante 72 horas antes de retornarem ao estoque e/ou mostruário. Os clientes devem ser orientados a permanecer de máscara durante todo o tempo em que permanecerem no estabelecimento.

Shopping centers, centros de comércio e galerias de lojas

Aferir a temperatura e higienizar as mãos, com álcool 70%, de todos que entrarem nesses locais. Dentro de cada loja, limitar a capacidade de pessoas, incluindo funcionários, equivalente à limitação aplicada a lojas do mesmo segmento independentemente da localização.

Limitar a capacidade total do shopping a uma pessoa a cada 7m² de área comum de circulação interna, incluindo funcionários, não sendo contabilizadas áreas de lazer e de estacionamento. Limitar a utilização de escadas e esteiras rolantes com marcação de espaço respeitando o distanciamento de dois metros entre as pessoas. Vedado parque de diversão para crianças, cinemas e demais atividades de entretenimento e recreação, assim como eventos e campanhas com potencial de causar aglomeração. Capacitar vigilantes, técnicos de segurança e colaboradores para fiscalização das medidas de

prevenção e combate ao Covid-19. Uso obrigatório de máscara durante todo o período de funcionamento e de máscara e face shield para profissionais em contato direto com o cliente. Informar, em cartazes disponibilizados na entrada, o número máximo de clientes permitidos simultaneamente no interior do estabelecimento.

Intensificar a manutenção da ventilação natural, quando possível, tanto para as áreas comuns dos shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas, quanto dos estabelecimentos instalados nestes. É vedada a utilização de adornos e decorações que possam dificultar a higienização. Higienizar cestas, carrinhos de compra e semelhantes a cada uso ou sempre que se fizer necessário com álcool 70%.

Desconhecimento de normas atinge 13%

Mais da metade dos pequenos negócios mineiros já implementaram protocolos de segurança que orientam sobre adequação e funcionamento das lojas físicas e do atendimento presencial aos clientes.

Porém, 13% dos empresários no Estado afirmaram desconhecer qualquer orientação para a retomada de suas atividades. É o que mostra a 5ª edição da pesquisa Impactos do Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, entre os dias 25 e 30 de junho.

Segundo o levantamento, 87% dos pequenos negócios de Minas Gerais têm conhecimento sobre os protocolos de segurança, sendo que, desses, 62% já adotam essas normas, 19% estão implementando e 6% estão com dificuldades para incluir essas orientações no seu funcionamento.

“Os protocolos são baseados em estudos de organizações como a OMS e Anvisa, com objetivo de oferecer subsídios para a retomada das atividades com segurança. As empresas precisam se preparar não só para atender às novas exigências das autoridades de saúde, mas para atender às necessidades dos clientes, que mudaram a forma de consumir produtos e serviços”, explica o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.

Após a liberação do funcionamento dos estabelecimentos, que irá depender de cada cidade,  o Sebrae recomenda que a primeira preocupação dos empresários seja a de acompanhar de perto os decretos e demais regulamentos vigentes na sua região e, caso exista divergência de informações entre as medidas estaduais e municipais, opte por seguir a orientação mais rígida, de preferência de acordo com as recomendações das autoridades oficiais de saúde, como Organização Mundial de Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, entre outras.

Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae, a maior parte dos pequenos negócios mineiros (63%) acredita que só após 90 dias do começo do relaxamento das medidas de isolamento é que mais da metade da clientela volte a frequentar sua loja física. “As empresas precisam entender que o retorno dos clientes será gradativo. Por isso é importante adotar medidas preventivas de adaptação ao novo normal, fazendo com que o consumidor tenha confiança e volte a comprar sem receio de ser contaminado”, justifica o superintendente do Sebrae Minas.

A pesquisa também mostrou a expectativa dos empresários mineiros sobre quando a economia voltaria ao normal. De acordo com os entrevistados, a previsão é de um ano e dois meses, ou seja, no segundo semestre de 2021. (Com informações do Sebrae Minas)

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