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No Dia Mundial das Bibliotecas

É preciso união da iniciativa pública e privada para fundar, ampliar, restaurar ou manter bibliotecas fortes e vivas em todas as cidades de Minas Gerais
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Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial das Bibliotecas me fez recordar a recente visita que fiz a duas delas na linda cidade de Congonhas, sempre ciceroneado pelo escritor Paulo Henrique de Lima, que, entre outros, publicou o importante livro sobre seu conterrâneo Djalma Andrade, ex-presidente da Academia Mineira de Letras (“Venenos Adocicados – a trajetória do poeta e jornalista Djalma Andrade”, Editora Clube de Autores, 349 páginas).

A primeira casa de livros que tive a alegria de conhecer na cidade dos profetas do Aleijadinho foi a “Biblioteca Professor Vicente Aladim”, da belíssima Escola Municipal Fortunata de Freitas Junqueira, onde fui recebido pela bibliotecária Alexandra, depois de autografar meu livro “A noite dos mascarados” para os estudantes da competente professora Ana Cláudia, de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. A segunda foi a Biblioteca Pública Municipal Djalma Andrade, quando estive com a bibliotecária e escritora Mayara Cordeiro, autora de livros como “A filha do demônio” e “O quinto mandamento”.

Em ambas, foi ótimo saber que o movimento é alto e constante, e que o interesse dos usuários pelos livros é permanente – o que anima e encoraja todos os que trabalham na promoção da paixão pela leitura no país. Mais que um hábito, a relação com a literatura deve passar pelo afeto, pela estima, pela amizade (lembro-me aqui do título do notável ensaio que Eduardo Freiro lançou em 1941: “Os livros, nossos amigos”), nunca pela obrigação ou pelo dever.

Refletindo sobre a importância das bibliotecas na vida do país, concordo com os especialistas: elas redistribuem e desconcentram o poder – sobretudo o poder cultural e simbólico. Nada mais valioso que democratizar o acesso ao conhecimento, fazendo com que ele esteja disponível, de forma rápida e fácil, ao maior número possível de pessoas. As bibliotecas atingem esse objetivo. Com entrada sempre franca, mantêm as portas abertas a toda a gente e não cobram taxas pelos volumes emprestados. Nas bibliotecas, a literatura e a leitura são direitos amplamente exercidos, sem custos para o seu público.

Por tudo isso, quero que chegue logo o dia em que os poderes constituídos e a iniciativa privada se unirão para fundar, ampliar, restaurar ou manter bibliotecas fortes e vivas em todas as cidades de Minas Gerais. Bibliotecas com acervos diversificados e atualizados, que reúnam os clássicos e os contemporâneos, e que sejam o ponto de encontro de leitores e leitoras de todas as idades. Não há nada que segure uma nação que lê.

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