Giro pelo mundo

250 Fourth of July

Há 250 anos, foram fundados os United States of America
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Ninguém neste mundo, de uma ou outra forma, deixou de ser tocado pelos Estados Unidos. Seja produto, serviço, invenção, tecnologia, música, filme. Alguns, como os dois milhões de brasileiros que vivem lá, ainda mais. O sonho americano. Amerika.

Vivi isso, menino de sete anos, recém-saído do reformatório para filhos dos inimigos do socialismo iugoslavo, quando ganhei, no primeiro ano do primário, um prêmio pelo melhor texto da classe. Um lápis com cores e estrelas da bandeira americana, com borracha. E mais tarde, no colégio, sanduíches com queijo amarelo, vindo em caixotes marcados com a bandeira americana. Ou um filme nos ensinando a escovar os dentes. E minha despedida da Iugoslávia aos sons da banda de Glenn Miller, Pennsylvania 56000.

Há exatos 250 anos foram fundados os United States of America. Uma república, ainda por cem anos escravagista, cujos fundamentos se baseiam nos valores democráticos e republicanos que o mundo da época, dominado pelas monarquias imperiais e imperialistas, não conhecia. Não foi fundado um novo país, mas um novo modelo de gestão política e econômica que representava de um lado um farol para as mudanças e ao mesmo tempo um perigo para o status quo. Os caminhos percorridos não só pela consolidação territorial, mas sobretudo pela consolidação política, tiveram percalços que, inclusive com a guerra civil no próprio país, custaram muitas vidas. Mas, os Estados Unidos da América não só sobreviveram, como se consolidaram como a maior potência democrática neste mundo que vivemos.

Segundo a revista britânica “The Economist”, foi graças à liberdade de inovar e empreender, e à solidez de suas instituições, que o país alcançou essa posição. Um sistema universitário e educacional apoiado por avanços em pesquisa que, associados a um sistema econômico de risco, aproveitando os resultados acadêmicos, consolidaram a liderança do país não só na produção, mas no comércio global. E teve mais um elemento importante: a imigração. Mãos fortes e intelectos privilegiados, portas abertas para liderar a inovação.

Os EUA não têm colônias, ao contrário, por exemplo, da França, que tem até hoje territórios como a Guiana Francesa, mas tem influência através de soft power cultural e político, sem comparação com qualquer outro país. Suas intervenções militares, como a participação nas duas guerras mundiais, no século passado, o apoio aos golpes na América Latina, ou o conflito na Coreia e Vietnam, e mais tantos exemplos, mostram uma outra face dessa liderança do mundo democrático

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