VIVER EM VOZ ALTA | A lição de Daniel Azulay

Rogério Faria Tavares* Com a morte de Daniel Azulay, no dia 27 de março, no Rio de Janeiro, vítima da leucemia e do coronavírus, foi-se embora um dos artistas mais sensíveis, ternos e delicados da nossa época, tão brutalizada pela visibilidade concedida aos boçais, aos toscos e aos truculentos. Nascido na cidade maravilhosa, em 1947, […]

VIVER EM VOZ ALTA | Das memórias de Afonso Arinos

Rogério Faria Tavares* Há 12 dias, a Academia Mineira de Letras se despediu, com saudade, de Afonso Arinos de Melo Franco Filho, o quinto sucessor da cadeira de número 29, fundada por Lindolpho Gomes, tendo como patrono Aureliano Pimentel. A Lindolpho se seguiram Milton Campos, Pedro Aleixo, Gustavo Capanema e Murilo Badaró, que presidiu a […]

VIVER EM VOZ ALTA | A cidade assustada

Rogério Faria Tavares* Espio pela janela, cauteloso, evitando ser notado. Quem não pensa em esconder-se num momento como esse? A paisagem é atípica: em plena quinta-feira, são poucos os motoristas e os pedestres que se aventuram em circular pela cidade assustada. Por um segundo, sinto saudade do trânsito congestionado. Meus ouvidos também estranham, já que […]

VIVER EM VOZ ALTA | Eduardo Seabra Fagundes

Rogério Faria Tavares* Com muita honra, pertenço, desde 2012, ao Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), uma das instituições mais antigas do País, fundada em 1843, ainda no tempo do Império. Acredito na importância de entidades dessa natureza, sobretudo pelo seu poder de promover causas úteis à coletividade, como tem feito o instituto, há tantas décadas. […]

VIVER EM VOZ ALTA | O whatsApp

Rogério Faria Tavares* Permaneço sem o whatsApp. Não tenho nada contra qualquer canal de comunicação, mas, até agora, não houve quem me convencesse de que os seus benefícios sejam superiores aos ônus que acarreta. “Como você consegue viver sem ele?” A resposta é simples: “Vivi a vida toda sem ele. E continuo vivendo. Nada até […]

VIVER EM VOZ ALTA | O formigueiro

Rogério Faria Tavares* Lembrou-se das madrugadas passadas em claro, preocupada com o futuro das filhas. Das inúmeras vezes que andara pelo corredor, procurando não fazer barulho. Acendia um cigarro às três da manhã, fazendo contas. Que outras despesas podia cortar? Os livros? Não, esses nunca. ‘Educação foi a única herança que recebi de meus pais. […]