Até o momento neste ano, o Indi conquistou R$ 50,2 bilhões em captação de aportes para o Estado - CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, Adriano Magalhães, fez um balanço positivo da atração de investimentos para o Estado em 2019, ontem, na Cidade Administrativa. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), até o momento, foram conquistados pela Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) R$ 50,2 bilhões. Outros R$ 6,1 bilhões ainda podem ser confirmados até o fim do ano, sendo que, desses, R$ 1,9 bilhão seriam relacionados à instalação de uma cervejaria no Estado, que hoje se encontra em negociação. O projeto está em fase de escolha do município.

A estimativa no início do ano era a atração de R$ 45 bilhões. Até o momento, o resultado superou a expectativa em 11,6%. O valor pode ultrapassar o resultado histórico de 2010, quando foram conquistados R$ 52 bilhões em investimentos. A meta para o período 2019/2022 é de R$ 150 bilhões. Ao todo, 58 protocolos foram assinados até o momento, gerando cerca de 16 mil empregos diretos e 64 mil indiretos. A arrecadação prevista de ICMS a partir desses investimentos é de R$ 550 milhões já em 2020.

“Temos sido bastante rigorosos nessa captação de investimentos e todos esses projetos já estão saindo do papel. Claro que alguns demandam mais tempo, porém podemos dizer que temos praticamente o total desses recursos já em execução”, comemorou Magalhães.

Setores – Entre os setores que mais conquistaram projetos chama a atenção o de energia, com foco em energias renováveis em primeiro lugar, com R$ 26 bilhões. Somados aos investimentos de R$ 8 bilhões em energia (total de R$ 34 bilhões), o setor responde por 67,7% do total de investimentos, ultrapassando a mineração, com R$ 10,6 bilhões (21,1%). O dado é muito significativo, porque o setor de energia cria ambiente para a atração de investimentos. Nesse sentido, tiveram maior sucesso as regiões Norte e Nordeste do Estado, ao concentrarem os investimentos em energia solar com R$ 32,4 bilhões.

Entre as ações estratégicas do governo, o secretário-adjunto destacou o programa “Minas livre para crescer” com o objetivo de tornar o Estado mais competitivo e fácil de empreender. A Lei Ordinária 13.874/19 altera as providências quanto aos procedimentos estatais perante os empreendedores, especialmente em relação aos pequenos negócios, tornando Minas Gerais pioneira na recepção e aplicação das diretrizes da Lei Federal de Liberdade Econômica. A iniciativa está dentro do eixo estruturante de ações batizado como “Liberdade Econômica”.

O objetivo é desburocratizar a vida do empreendedor e, assim, diminuir custos, aumentar a concorrência, melhorando o ambiente de negócios, racionalizando e otimizando a atividade empresarial. O resultado seria a geração de empregos e renda.

“Ao longo dos anos, o governo foi criando uma série de entraves para a atividade produtiva sem nenhuma explicação técnica. Nem estou falando de leis que vieram do Legislativo, estou falando de normas e regulamentos criados pelo Executivo. Temos, por exemplo, que anuir em loteamentos urbanos. Isso é uma competência dos municípios. Nas cidades históricas, vamos continuar agindo e protegendo os sítios históricos, mas o resto é de competência dos municípios, não temos que nos meter nisso”, exemplificou o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais.