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Exportações do parque de gusa mineiro estão em alta

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A produção da indústria mineira de gusa deverá fechar o ano no mesmo nível de 2019 | Crédito: Ronaldo Guimaraes

As exportações continuam garantindo o desempenho da indústria do ferro mineira. Nos últimos meses, o desaquecimento do mercado interno provocado pelas medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus deu lugar às vendas internacionais países como China, Estados Unidos, Espanha, Itália e Japão.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), Fausto Varela Cançado, até agora, o desempenho de 2020 reflete as encomendas internacionais que, historicamente, representavam 50% das vendas. Neste ano, a média já chega a 70% do total.

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“Há mais de 40 anos temos certo equilíbrio entre os mercados nacional e internacional, variando quando há aumento ou retração em um deles. Desta vez, a diferença está perdurando e em alguns meses foi superior a 70%”, explicou.

Em relação à representatividade das compras, Cançado disse que com os fortes efeitos da pandemia também nos Estados Unidos, nos últimos meses, o país acabou perdendo a liderança para a China – que apresentou algum recuo nos pedidos no início do ano, quando a doença ainda se restringia apenas ao continente asiático, mas cuja economia já se retomou.

“Os Estados Unidos lideravam com cerca de 35% das compras. Agora a China está concentrando entre 50% e 60% dos pedidos”, revelou.

Diante deste cenário, a aposta do setor é encerrar 2020 com a produção nos mesmos patamares de 2019, ou seja, na casa das 3,5 milhões de toneladas. Antes da Covid-19, porém, a estimativa da indústria era de alta de 10% neste exercício sobre o ano anterior.

Setor teme alto custo das matérias-primas




O presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), Fausto Varela Cançado, ressaltou que o parque guseiro continua sofrendo com a alta dos preços do minério de ferro e do carvão e teme os impactos do alto custo das matérias-primas na produção. Segundo ele, o cenário de preço baixo e custos elevados prejudica a competitividade do setor há anos, já que nem sempre as indústrias conseguem repassar os preços e convivem com margens cada vez menores.

Outro ponto que preocupa, de acordo com Cançado, diz respeito à qualidade do minério de ferro recebido pelas empresas. Conforme o dirigente, isso vem sendo observado há tempos.

“A verdade é que a qualidade já vinha caindo, mas desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, e seus desdobramentos, a situação se agravou ainda mais. Não sabemos em que medida o que antes era refugo agora está sendo comercializado e nem até quando isso vai perdurar, afetando diretamente nossa produção”, reclamou.

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