Economia

Melhoria das ferrovias pode ampliar competitividade de Minas, diz Fiemg

Entidade aponta redução de custos logísticos e ganho de competitividade para a indústria
Melhoria das ferrovias pode ampliar competitividade de Minas, diz Fiemg
Emir Cadar | Foto: Diário do Comércio/ Juliana Sodré

O presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Emir Cadar, afirmou que a melhoria da malha ferroviária pode elevar a competitividade de Minas Gerais e atrair novos investimentos industriais. A declaração foi dada durante o 1º Fórum Ferroviário de Minas Gerais, promovido pela entidade nesta quarta-feira (6), em Belo Horizonte.

Segundo ele, o custo do transporte ainda é um dos principais entraves para a indústria brasileira. Cadar destacou que Minas possui uma posição geográfica estratégica, próxima aos portos do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

“Quando conseguimos melhorar o escoamento ferroviário para os portos, reduzimos custos logísticos e isso se reflete diretamente no preço final dos produtos e na economia mineira”, afirmou.

Para o dirigente, a ampliação da infraestrutura ferroviária pode tornar Minas Gerais ainda mais atrativa e competitiva para a instalação de novas empresas e empreendimentos industriais.

O secretário de infraestrutura, mobilidade e parcerias de Minas Gerais, Pedro Bruno, ressaltou que o Estado deve viver, na próxima década, o maior ciclo de investimentos em infraestrutura ferroviária da história, com projetos em andamento que envolvem tanto iniciativas federais quanto estaduais, com impactos diretos sobre diversos setores produtivos.

“O futuro do investimento ferroviário em Minas é muito positivo. É uma transformação importante da infraestrutura mineira”, afirmou.

Pedro Bruno também destacou projetos de mobilidade urbana, como a modernização do metrô de Belo Horizonte, como parte desse novo ciclo de investimentos.

Ao final do fórum, representantes do setor defenderam maior integração entre governo, iniciativa privada e indústria para acelerar os projetos ferroviários e ampliar a participação do modal na matriz de transporte brasileira. Atualmente, cerca de 20% da movimentação de cargas do País ocorre por ferrovias, percentual considerado baixo para um território de dimensões continentais como o Brasil.

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