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Financiamentos imobiliários têm alta de 79% em Minas

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Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC
Crédito: Charles Silva Duarte / Arquivo DC

Ressignificação da casa própria, taxas de juros historicamente baixas, maior valorização dos imóveis como investimentos. Esses foram alguns dos fatores apontados por profissionais consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO para o aumento do financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que avançou 79% em Minas Gerais no ano passado na comparação com 2019.

Os dados, que foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), ainda mostram que o resultado médio no País também foi positivo, apesar de menos intenso em relação à alta verificada no Estado. O incremento nacional foi de 58% em 2020.

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Vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Renato Michel salienta que foram vários fatores juntos que ajudaram a alavancar os números.

Primeiramente, lembra ele, a construção civil foi considerada uma atividade essencial no Estado e, portanto, não sofreu com paralisações. Além disso, diz, o setor intensificou a sua atuação no meio digital, algo muito importante tendo em vista a pandemia da Covid-19 e o distanciamento social.

“O setor já investia em plataformas on-line, mas passou a trabalhar mais nesse sentido, de forma mais rígida, intensificados os esforços”, diz ele.

Do lado da demanda, também houve alguns fatores que contribuíram para o aumento dos financiamentos. Renato Michel destaca, por exemplo, que ao ficarem mais em casa para evitar a contaminação da Covid-19, as pessoas passaram a valorizar ainda mais as suas residências.

Essa valorização maior dos imóveis surgiu justamente em uma época de juros baixos, com a taxa Selic a 2% ao ano, tornando os financiamentos mais atrativos e acessíveis para a população.

“A taxa Selic a 2% mudou as coisas, tornou o financiamento imobiliário mais acessível para as pessoas. A maior parte das famílias que adquire um imóvel, que é um bem de alto valor, precisa em alguma medida do financiamento, e a queda da taxa de juros reduziu as prestações. Muitas famílias que não tinham renda para acessar esse tipo de financiamento agora entraram no mercado”, diz Renato Michel.

Presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes chama a atenção para mais um fator: os facilitadores que os agentes financeiros colocaram à disposição dos consumidores, como a carência para o início do pagamento e a portabilidade, o que também contribuiu para o avanço nos números.

Tendências – Diante de todos os fatores favoráveis ao mercado imobiliário, a tendência para 2021 é de permanência dos avanços registrados no ano passado, conforme ressalta Cássia Ximenes. “Todos os estudos apontam para que esse crescimento continue”, afirma ela.

Renato Michel também acredita que o setor deve continuar registrando bons números neste ano.

“A tendência é de continuidade. O cenário de juros baixos tende a continuar, talvez não igual ao atual, mas ainda atrativo. O mercado tem um potencial absurdo. A demanda é praticamente infinita. Tem muita gente precisando de moradia”, diz ele.

Taxa de juros recuou no ano passado

Brasília – As famílias e empresas pagaram taxas de juros mais baixas em 2020, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas ontem pelo Banco Central (BC). No crédito às famílias, a taxa média atingiu 37% ao ano em dezembro, o menor da série histórica iniciada em 2011, com reduções de 9 pontos percentuais se comparado a 2019 e de 1,2 ponto percentual em relação a novembro.

De acordo com o BC, o destaque em dezembro foi a redução de 5,8 pontos percentuais no crédito pessoal não consignado, chegando a 74,5% ao ano. Se comparado a dezembro, a queda foi de 20,1 pontos percentuais.

Os juros do crédito consignado caíram 1,9 ponto percentual no ano e se mantiveram estáveis entre novembro e dezembro em 18,6% ao ano. A taxa do cheque especial chegou a 115,6% ao ano em dezembro, aumento de 2,1 pontos percentuais em relação a novembro e queda de 132 pontos percentuais se comparado a dezembro de 2019.

Houve aumento nos juros médios do rotativo do cartão de crédito. A taxa chegou a 328,1% ao ano, com elevação de 6,9 pontos percentuais no mês e 9,3 pontos percentuais no ano. No caso do rotativo regular, quando o cliente paga pelo menos o valor mínimo da fatura, a taxa chegou a 301,9% ao ano, aumento de 8,6 pontos percentuais entre novembro e dezembro e de 15,7 pontos percentuais comparado a dezembro de 2019.

A taxa do rotativo não regular (dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura) também subiu e chegou a 347,7% ao ano, alta de 6,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 8,1 pontos percentuais no ano.

Pessoas jurídicas – Nas contratações com empresas, a taxa livre alcançou 11,7% ao ano, representando redução de 4,6 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2019 e de 0,5 ponto percentual comparando a novembro, com destaque, no mês, para capital de giro acima de um ano, que caiu 0,8 ponto percentual, chegando a 11% ao ano.

Excluindo-se as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre para as empresas situou-se em 20,3%, recuando 4,5 pontos percentuais em 2020 e 0,7 ponto percentual no mês de dezembro.

No crédito livre os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 7% ao ano em dezembro de 2020, queda de 0,4 ponto percentual em relação a 2019. Para as empresas, a taxa subiu 1,7 pontos percentuais no ano, para 10% ao ano.

Inadimplência – A inadimplência do crédito geral atingiu 2,1% em dezembro, menor valor da série, com queda de 0,1 ponto percentual no mês e 0,8 ponto percentual no ano. De acordo com o BC, isso se deu, em parte, pela influência das renegociações e prorrogações de dívidas que ocorreram no contexto da pandemia.No crédito livre, os atrasos de pagamentos das famílias, considerados aqueles acima de 90 dias, caíram 0,8 ponto percentual no ano, chegando a 4,2%. A inadimplência das empresas no crédito livre recuou 0,7 ponto percentual no ano para 1,4%. (ABr)

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