Economia

Minas Gerais atinge nível de muito alto desenvolvimento humano, aponta ONU

Estado alcança IDHM de 0,809 em 2024; Região Metropolitana de Belo Horizonte também avança no indicador
Minas Gerais atinge nível de muito alto desenvolvimento humano, aponta ONU
Vista aérea de Belo Horizonte, na Região Metropolitana, que alcançou IDHM de 0,847 em 2024 e manteve classificação de muito alto desenvolvimento humano, segundo o PNUD, FJP e IBGE. | Foto: Reprodução/ Adobe Stock

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Minas Gerais chegou a 0,809 em 2024. Com isso, o Estado está na faixa de muito alto desenvolvimento humano. No âmbito nacional, o Brasil entrou, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano (veja abaixo). O índice é medido de acordo com longevidade, educação e renda da população.

Os dados fazem parte do Radar IDHM 2024, publicação elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia mais: Brasil atingiu patamar de muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez em 2024, aponta relatório

O IDHM varia entre 0,000 e 1,000. Quanto mais próximo de 1,000, maior o desenvolvimento humano de uma localidade. De acordo com o Radar IDHM 2024, entre 2021 e 2024, o IDHM mineiro apresentou avanço nominal de 0,046, ou 6%, saltando de 0,763 para o patamar atual. Em 2012, ano que passou a usar a metodologia atual, o índice do Estado era de 0,743.

Segundo o Radar IDHM 2024, o crescimento do IDHM foi registrado em todas as unidades da Federação entre 2012 e 2024. As maiores altas proporcionais ocorreram em estados do Nordeste, com destaque para Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.

Reprodução/ Radar IDHM 2024

Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH)

O estudo também mediu o IDHM da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH): entre 2021 e 2024, o índice subiu de 0,802 para os atuais 0,847, registrando um crescimento nominal de 0,045 ponto (avanço de 5,6%), também na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o levantamento, a RMBH apresentou “melhorias sólidas” nos indicadores sociais e econômicos nos últimos anos, embora o estudo alerte para a “necessidade contínua de enfrentamento das desigualdades internas”.

No País, todas as 20 regiões metropolitanas analisadas tiveram crescimento no índice.

IDHM do Brasil também subiu

O IDHM do Brasil chegou a 0,805 em 2024. Com isso, o País entrou, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Conforme o documento, após enfrentar quedas severas em 2020 e 2021, o IDHM do País demonstrou “forte poder de recuperação” nos últimos dois anos avaliados: o índice geral saltou de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até romper a barreira do desenvolvimento muito alto em 2024.

Por fim, a publicação ainda mostra redução nas desigualdades raciais no Brasil: entre 2012 e 2024, a população negra apresentou ritmo de crescimento do desenvolvimento humano quase duas vezes maior que o da população branca: 10,3% contra 5,5%.

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