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Inadimplência cai 1,26% em Belo Horizonte

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Na variação mensal (Ago.19/Jul.19), também foi registrada queda da inadimplência (0,25%) - Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC Usada em 07-08-19

Os belo-horizontinos estão conseguindo reduzir suas dívidas. No mês de agosto, a inadimplência na Capital registrou queda de 1,26% na comparação com igual intervalo do exercício passado.

Pelo segundo ano consecutivo, houve recuo do endividamento nesta base de comparação e esse percentual de redução foi o maior para o mês da série histórica que teve início em 2011. As informações foram divulgadas ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

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“O ambiente econômico do País vem melhorando aos poucos, e mesmo estando longe do cenário ideal, os consumidores já estão encontrando um ambiente mais propício para a regularização de sua situação financeira. Os indicadores macroeconômicos (inflação, juros) estão em patamares menores e o desemprego vem caindo, o que tem contribuído para que parte da população quite seus débitos”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

“Para o comércio, a redução da inadimplência é positiva, pois permite que os consumidores possam, aos poucos, voltar ao mercado de crédito e consumo”, acrescenta. Na variação mensal (Ago.19/Jul.19), também foi registrada queda da inadimplência (0,25%).

Na variação por faixa etária, as pessoas acima de 65 anos seguem sendo as com mais dificuldades para sair do cadastro de devedores. Para esta parcela da população foi registrada alta de 11,69% da inadimplência no mês de agosto.

“As pessoas nesta faixa etária são as responsáveis financeiras pelas famílias e sentem mais no bolso os reflexos do custo de vida. Muitos, inclusive, vivem apenas com a renda da aposentadoria e precisam arcar com uma série de despesas com saúde, alimentação, medicamentos, entre outras”, esclarece o presidente da CDL/BH.

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Vale destacar que houve elevação da renda real de 11% no segundo trimestre, passando de R$ 3.127 para R$ 3.465, conforme informações do IBGE, e redução da taxa de desocupação (2º tri.19 em 3,3% / 2º tri.18 em 4,5%) para essa faixa etária, mas ainda não tem sido suficiente para que os idosos consigam quitar todas as suas dívidas. Na variação por gênero, a inadimplência está caindo para homens e mulheres, mas a queda para o público feminino vem ocorrendo em menor intensidade (-1,58%) que a do público masculino (-2,98%).

Atraso – De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso, em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve redução de 4,93% no número de débitos. Essa foi a terceira queda consecutiva nesta base de comparação. “As pessoas vêm destinando parte dos seus recursos para o pagamento de suas dívidas, mesmo que ainda não seja possível quitar todas de uma vez”, comenta Souza e Silva. Na comparação com julho, houve redução de 0,68%.

Na variação por gênero, o número de dívidas apresentou redução entre homens e mulheres, porém a retração foi menor para o público feminino (-5,22%), enquanto no masculino foi de -6,6%. Essa diferença é justificada pela taxa de desemprego permanecer maior entre as mulheres.

“Devido às diferenças no mercado de trabalho, as mulheres seguem com menos renda disponível para o pagamento de suas contas atrasadas”, justifica o presidente da CDL/BH.

Empresas – O volume de empresas de Belo Horizonte endividadas cresceu 4,43% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2018, esse percentual foi 8,12%, o que aponta que apesar de ainda estar aumentando, o ritmo é cada vez menor.

“A economia do País ainda não conseguiu apresentar o crescimento necessário para se recuperar das perdas dos últimos três anos e permitir que os empreendimentos consigam quitar todos os seus débitos. Mas já estamos em um ambiente econômico melhor, o que tem proporcionado um leve crescimento das vendas para alguns segmentos e aumento das receitas das empresas”, explica o presidente da CDL/BH.

“Por isso, apesar da inadimplência das empresas do varejo ainda apresentar elevação, ela vem aumentando em menor intensidade, e em percentuais mais baixos a cada ano”, acrescenta. Já em relação ao mês imediatamente anterior, a inadimplência se manteve estável, sem apresentar crescimento ou queda.

O número de dívidas das empresas da Capital, na comparação anual (Ago.19/Ago.18), apresentou crescimento de 1,28%. No mesmo período do ano passado, a elevação apresentada foi de 5,32%. Frente ao mês anterior, a quantidade de contas em atraso reduziu 0,37%. (Da Redação)

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