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Indústria de fertilizantes espera atrair investimentos

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Crédito: Scott Audette/Reuters

O agronegócio vai continuar sendo a grande potência e o principal impulsionador do crescimento brasileiro junto com a mineração após a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A indústria química, especialmente o setor de fertilizantes, será duplamente beneficiada, uma vez que está diretamente ligado aos dois segmentos e poderá não apenas atrair milhões de investimentos, como ganhar novas perspectivas quanto à valorização em âmbito nacional.

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A avaliação foi feita por representantes do setor e de grandes empresas instaladas em Minas Gerais durante a edição virtual do #VemPraMinas, realizado pela Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi).

Com mediação do diretor de Atração de Investimentos para Cadeias Produtivas da Agência, João Paulo Braga, o debate contou com a presença do Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), das empresas Yara, Mosaic, HarvestMinerals e Verde Agritech e do prefeito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB).

O potencial, os entraves e a falta de competitividade brasileira foram os principais temas abordados e discutidos pelos participantes que citaram o período pós-pandemia como oportunidade para ganho de escala do setor, ainda altamente dependente de importações.

Além disso, a atuação do governo de Minas Gerais e os incentivos oferecidos ao setor foram citados como primordiais para a atração de novos investimentos e negócios.

“Minas Gerais vem desempenhando um papel fundamental na consolidação do setor. Não basta que um estado tenha apenas vocação, é preciso ter visão, além de liderança e ambiente institucional de maneira a promover o desenvolvimento. Neste ponto, Minas é hoje o destino prioritário dos investimentos e abriga as principais operações industriais da área”, avaliou o diretor do Sinprifert, Bernardo Silva.

Importação – Silva lembrou que o Brasil traz do exterior cerca de 80% do que é consumido pelo agronegócio no País e que há 20 ou 30 anos, a situação era inversa: produzia-se internamente cerca de 80% dos insumos.

“Em pouco tempo isso se inverteu e mostra que temos um longo caminho pela frente. É impossível termos independência absoluta, mas uma equalização é essencial. E Minas Gerais vem nos apoiando a criar o ambiente ideal para fazer essa reversão da dependência externa”, explicou.

Ele citou como exemplo, o fato de o governo do Estado, em meio aos decretos e medidas de enfrentamento à pandemia, ter elencado o setor de mineração como essencial, ao mesmo tempo em que ofereceu às empresas ambiente seguro para darem continuidade às operações. “Isso é ter vocação e visão do que se quer para o futuro”, completou.

O prefeito de Uberaba (Triângulo Mineiro), Paulo Piau, destacou a importância da cidade para o agronegócio brasileiro e mineiro e falou que o município e seu entorno concentram também grande parte do consumo de fertilizantes do País, alertando, mais uma vez, para a alta dependência das importações.

“A pandemia mostrou que não podemos ser altamente dependente de outras nações, sob a pena de colocarmos nossa soberania em risco. Problema que vivemos há anos com os fertilizantes. Agora é chegada a hora de virar o jogo. O Brasil é uma potência, mas ainda não sabe que é. O mundo precisa da gente. Temos um potencial muito grande para produzir comida e energia para o mundo todo”, alertou.

Planta de amônia é viável

Abandonado em 2015 pela Petrobras, o projeto de implantação de uma fábrica de amônia em Uberaba, e a construção de um gasoduto na região, também entrou na pauta da reunião virtual. Piau falou que um estudo de viabilidade econômica realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ampliou o projeto para planta de amônia e ureia e o classificou como “viável e com perspectiva de alto retorno”.

O vice-presidente de produção da Yara Brasil Fertilizantes, Leonardo Silva, disse que com paralisação do projeto, na prática, a empresa se tornou a única produtora de nitrogenados no País e destacou que o alto custo do gás, muitas vezes, inviabiliza novos investimentos.

“Hoje o gás consumido aqui é cinco vezes mais caro do que em outras operações globais da companhia. Por isso, defendemos uma isonomia com o produto importado de forma a garantir uma maior competitividade”, afirmou

Atualmente, a companhia está investindo no Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, na região do Alto Paranaíba, que quando estiver em operação plena, terá capacidade de produção de 1 milhão de toneladas anuais de rocha fosfática para a produção de fertilizantes. “Estamos focados em concluir esse investimento, mas estamos atentos a um cenário positivo em relação ao preço do gás e que justifique novos aportes”, revelou.

A mineradora australiana Harvest Minerals, que opera no Estado por meio da subsidiária Triunfo Fertilizantes e Mineração, com planta em Carmo do Paranaíba, também no Alto Paranaíba, recebeu, no início deste ano, a habilitação final da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) para produzir 400 mil toneladas de kamafugito.

“Trazemos um novo conceito de fertilização, em um processo absolutamente limpo, sem água e sem gerar resíduos. E devolvemos para o solo os principais macronutrientes”, disse o diretor da empresa, Luis Maurício Azevedo.

Sobre os investimentos, ele disse que desde a implantação do projeto já foram aportados cerca de R$ 30 milhões e que para este exercício estão previstos R$ 10 milhões para o cumprimento de metas e manutenção da planta, bem como o desenvolvimento do produto e novas tecnologias. E que outros R$ 2 milhões serão direcionados para implantação de uma planta solar na unidade.

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