Dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG) divulgados nessa terça-feira (24) revelam que o setor em Minas Gerais apresentou alta de 5,3% no faturamento em agosto em relação ao mês de julho. Já quando a comparação é feita com igual período de 2018, houve queda de 0,8%.

Apesar desse ponto positivo, o membro do conselho administrativo da Abimaq, Marcelo Veneroso, destaca que o segmento ainda caminha de lado. O que reforça essa visão são os demais indicadores da área.

As exportações de máquinas e equipamentos no Estado caíram 3,1% em agosto na comparação com julho. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 14,4%.

O nível de utilização da capacidade instalada sofreu uma redução de 1,1% em agosto em relação ao mês anterior. Já na comparação com agosto de 2018, a queda foi de 1%. A média de ociosidade nas fábricas é de 25%.

Já o nível de empregos aumentou 0,1% em agosto na comparação com julho e 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

“A indústria encontra-se em compasso de espera, mas há certo otimismo no ar relacionado às reformas, como a da Previdência e a tributária”, ressalta Marcelo Veneroso.

Além disso, a indústria de mineração já tem mostrado algumas reações positivas, assim como a das máquinas para agricultura e a da construção civil também vêm dando sinais de melhora, lembra Marcelo Veneroso, o que contribui para as boas perspectivas.

“Apesar disso, tudo ainda está muito instável e os resultados se alternam bastante, ora são positivos, ora são negativos. Uma melhora nesse cenário só deve ocorrer no ano que vem, de uma maneira gradual”, avalia o membro do conselho administrativo da Abimaq.

O profissional menciona, ainda, que existe toda uma reação em cadeia. “O mundo está ruim. O nosso setor depende de investimentos, que depende da confiança do investidor, da estabilidade econômica. Por isso, há o aguardo pelas reformas, para que possa haver tranquilidade e segurança para realizar investimentos e compras de máquinas e equipamentos”, diz.

Falando em resultados em médio e longo prazos, Marcelo Veneroso destaca os resultados obtidos na Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), que foram além das expectativas em termos de contatos e de visitantes.

“Nossos associados reportaram um grande número de contatos para negócios futuros. A procura por máquinas e equipamentos está saindo do papel. As empresas já estão se programando”, frisa ele.