Indústria de explosivos de Teófilo Otoni mira expansão com lítio
A Eminex, indústria química e de explosivos de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, vê no segmento de lítio uma oportunidade para acelerar seu crescimento. Caso capture a demanda de mineradoras locais, a empresa aumentará a receita, o que permitirá investir em novos equipamentos e tecnologia, além de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.
Fundada há 26 anos, a Eminex produz explosivos e também atua nas áreas de perfuração e desmonte de rochas, implosões controladas, engenharia de explosivos, consultoria técnica e monitoramento de vibrações. A empresa atende a todo o território nacional e está presente principalmente em Minas Gerais e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
De acordo com o CEO da Eminex, Ricardo Bastos, o segmento de lítio já traz benefícios para Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha; Salinas, no Norte do Estado; e municípios vizinhos. A expectativa dele é que os impactos positivos alcancem também Teófilo Otoni e, com isso, a empresa tenha a chance de fechar contratos com os empreendimentos.
Bastos defende uma articulação de órgãos estaduais para criar condições que permitam às empresas mineiras se tornarem fornecedoras das mineradoras de lítio. Ele ressalta que a mineração impõe um ambiente altamente competitivo e que indústrias locais disputam espaço diretamente com multinacionais, mesmo entregando produtos e serviços equivalentes e tendo capacidade de atender às demandas com mais agilidade.
Conforme o executivo, a Eminex enfrenta desafios nesse sentido, porém, com resiliência e persistência tem conquistado mercados. Exemplo disso é que, nos últimos dez anos, a menor taxa de crescimento da empresa, em termos de produção e faturamento, foi de 5%.
“Crescemos 12% no ano passado e acreditamos que vamos manter esse ritmo neste ano ou crescer um pouco mais, tentando chegar aos 15%”, afirmou Bastos à reportagem durante o Lithium Business, evento promovido nesta semana em Salinas, idealizado pelo professor Rossandro Ramos e apresentado pela R2 Valor Público.
Crescimento da economia nacional e plano de instalar CD em outro estado
Segundo o CEO, a fábrica da Eminex em Teófilo Otoni opera com capacidade ociosa que passa de 40% atualmente e tem plenas condições de produzir mais. “Temos uma planta pronta para crescer, e precisamos que a economia nacional cresça, porque é nítido o endividamento das empresas devido às altas taxas de juros”, ponderou, citando que a indústria de explosivos acompanha diretamente o desenvolvimento do País, sendo impulsionada pelo avanço das obras públicas, construção civil e agricultura, por exemplo.
Ainda conforme o executivo, a Eminex está mapeando a possibilidade de abrir um centro de distribuição (CD) no Nordeste, no Centro-Oeste ou até mesmo no Norte do Brasil. De acordo com ele, a filial pode ser desenvolvida já em 2027 se a economia brasileira aquecer e, consequentemente, a demanda por explosivos também.
*O repórter viajou para Salinas a convite da PLS
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