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Indústria mineira está mais confiante

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Entre os fatores que impulsionam a confiança do setor industrial está liberação dos saques do FGTS - Crédito: antonio pinheiro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei/MG) alcançou 60,2 pontos em setembro, superando em 0,4 ponto o índice registrado em agosto, que foi de 59,8 pontos. Esse foi o terceiro mês de reversão da trajetória de queda do indicador, que acumulava retração de 7,9 pontos no acumulado de março a junho. O Icei de setembro foi o mais elevado para o mês em nove anos e superou em 8,7 pontos a média histórica, que era de 51,5 pontos e em 10,6 pontos o indicador de setembro de 2018, quando o índice estava em 49,6 pontos.

O Icei/MG é realizado mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O estudo tem o objetivo de sinalizar a visão dos industriais em relação à economia e as expectativas para o futuro. Os indicadores variam de 0 a 100, valores abaixo de 50 indicam que há desconfiança por parte dos empresários. Quando são superiores a 50, os valores sinalizam otimismo e confiança por parte do empresariado.

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De acordo com a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Araújo Costa Melo Muniz, os empresários estão com uma melhor percepção da recuperação da economia e com melhores expectativas para os próximos seis meses.

“A confiança do empresário industrial vem crescendo por uma combinação de fatores. O avanço do processo de aprovação da reforma da Previdência foi importante e está gerando uma onda para a aprovação de outras importantes reformas, como a tributária. Além disso, houve a aprovação da Medida Provisória da Liberdade Econômica e a inflação está controlada, dando espaço para a redução das taxas de juros. A liberação dos saques do FGTS também contribui de forma positiva, uma vez que movimentam o comércio e estimula a indústria”, explicou Daniela.

O componente de condições atuais apresentou o terceiro aumento mensal seguido e atingiu 52,3 pontos em setembro. O índice foi 0,3 ponto superior ao do mês de agosto (52,0 pontos) e 7,6 pontos acima do apurado em setembro de 2018 (44,7 pontos). Os avanços refletem a melhora nas percepções dos empresários quanto às condições gerais das suas empresas e da economia brasileira.

Expectativa – Também houve avanço no componente de expectativas, que cresceu pelo terceiro mês consecutivo e registrou 64,2 pontos em setembro, apontando empresários mais otimistas com relação ao desempenho das indústrias nos próximos seis meses. Com o resultado, o indicador recuperou parte da queda de 8,1 pontos acumulada de março a junho. O índice aumentou 0,5 ponto frente a agosto (63,7 pontos) e 11,9 pontos em relação a setembro de 2018.

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“Vale ressalta que apesar da maior confiança e das melhores expectativas, não podemos esquecer que estamos convivendo com uma taxa de desemprego elevada, com o mercado de trabalho ainda fraco e com muitas ocupações de baixos salários. Então, uma segunda rodada de reformas é importante para estimular o entusiasmo do setor empresarial. Os industriais estão mais confiantes, mas a retomada dos investimentos depende ainda de medidas concretas e capazes de destravar a economia nacional. Tem uma série de medidas, como as reformas, que o governo está adotando, aos poucos, e está destravando o ambiente de negócios”.

A pesquisa foi realizada no período de 2 a 12 de setembro. Ao todo, foram ouvidas 218 empresas, sendo 67 de grande porte, 74 médias e 77 pequenas.

Indicador da FGV tem queda

São Paulo – A confiança da indústria caiu em setembro ante agosto, com a média móvel trimestral mostrando a sexta retração consecutiva, apontaram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira (20).

A prévia da Sondagem da Indústria de setembro de 2019 sinalizou recuo de 0,2 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação a agosto, para 95,4 pontos.

Em médias móveis trimestrais, o índice cedeu 0,1 ponto, pela sexta vez consecutiva, para 95,3 pontos, ainda de acordo com dados preliminares. “O resultado negativo do índice seria determinado pela piora das expectativas dos empresários para os próximos meses”, disse a FGV em nota.

A prévia da sondagem indicou que o Índice de Expectativas cedeu 0,7 ponto, para 95,0 pontos, depois de duas altas seguidas.

Já o Índice de Situação Atual ficou relativamente estável, subindo 0,2 ponto, para 95,8 pontos, segundo a prévia.

“O resultado preliminar de setembro sinaliza queda de 0,2 ponto percentual do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), para 75,6%”, disse a FGV. Os dados finais serão divulgados na próxima quinta-feira, dia 26. (Reuters)

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