Economia

Indústria mineira registra aumento na produção e postos de trabalho

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Indústria mineira registra aumento na produção e postos de trabalho
Índice de geração de empregos na indústria se mantém positivo em Minas mesmo com a pandemia | Crédito: Divulgação

Mesmo que diversos setores estejam lidando com o desequilíbrio entre oferta e demanda e o consequente aumento dos preços e até desabastecimento de alguns produtos, em função dos impactos causados pela Covid-19, a indústria mineira registra, mês após mês, avanço nos níveis de produção e emprego. O nível de utilização da capacidade produtiva das fábricas no Estado também está aumentando, o que indica alguma recuperação.

Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). De acordo com a economista da entidade, Daniela Muniz, depois dos mínimos históricos apurados em abril, quando do pico da pandemia no País, os índices têm se recuperado a cada mês.

“A produção, por exemplo, apresentou avanço pelo terceiro mês consecutivo, após seis meses de baixa. Já o emprego teve o segundo resultado positivo seguido, após quatro negativos. A produção chegou a 57,6 pontos e o emprego a 56,6 pontos – ambos acima dos 50 pontos, indicando evolução”, explicou.

Já o índice de utilização da capacidade instalada, segundo ela, marcou 48,3 pontos em agosto e ultrapassou o valor apurado em fevereiro (45,4 pontos), antes dos efeitos econômicos da pandemia. Mas o resultado seguiu inferior aos 50 pontos, mostrando que a indústria operou com capacidade de produção abaixo da usual para o mês.

Em relação a julho (45,4 pontos), o indicador cresceu 2,9 pontos e, na comparação com agosto de 2019 (43,3 pontos), avançou 5 pontos. “Existe uma capacidade ociosa que vai ser ocupada, justamente, pela demanda que está crescente. No início da pandemia tivemos redução enorme de oferta, mas a demanda se manteve. Com isso, alguns setores apresentaram rápida recuperação e outros não. Mas a tendência é que isso se reequilibre nos próximos meses”, avaliou.

De toda maneira, Daniela Muniz lembrou que todo empresário precisa trabalhar com planejamento de estoques. Neste sentido, a Sondagem revelou que os níveis de estoques de produtos finais das indústrias diminuíram pelo quarto mês seguido, chegando ao índice de 46,2 pontos. Já o nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 46,6 pontos, ou seja, o patamar atual ficou abaixo do planejado para o mês.

Em relação às expectativas, a demanda marcou 62,2 pontos em setembro, avanço de 1,3 ponto frente aos 60,9 pontos de agosto. Esta foi a terceira vez seguida que o índice superou os 50 pontos, indicando que os empresários esperam aumento da demanda nos próximos seis meses.

Já o índice de compras de matérias-primas chegou a 59,4 pontos em setembro. Ao ficar acima da linha de 50 pontos, mostrou expectativa de avanço no curto prazo. O indicador aumentou 4,5 pontos frente a setembro de 2019 (54,9 pontos) e foi o maior para o mês desde o início da série histórica.

Empregos – O índice de expectativa do número de empregados registrou 54,7 pontos neste mês, permanecendo acima dos 50 pontos pela terceira vez seguida, mostrando perspectiva de crescimento do emprego. Por fim, o índice de intenção de investimentos avançou pelo quinto mês consecutivo e chegou a 56,7 pontos.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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