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Após quatro meses de descrédito devido aos reflexos da pandemia do Covid-19, os empresários do Estado voltaram a confiar na economia e em seus negócios. Isso é o que mostra o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de agosto, que chegou aos 54,9 pontos, o que representa um crescimento de 6,1 pontos em relação a julho (48,8 pontos).

Os dados são do levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que tem nos 50 pontos o limite entre a confiança e a falta de confiança dos industriais do Estado.

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A gerente de economia da entidade, Daniela Muniz, ressalta que abril foi o mês mais impactado pela pandemia do novo coronavírus, chegando aos 33,4 pontos. Desde então, diz ela, os números permaneciam abaixo dos 50 pontos. Contudo, mesmo com a mudança do cenário, com a volta da confiança em agosto, Daniela frisa que o resultado ainda é 9 pontos inferior ao de fevereiro, no período pré-pandemia. Ou seja, as coisas ainda não voltaram a ser como antes. Em relação a agosto do ano passado (59,9 pontos), a retração foi de 5 pontos.

O que ajuda a explicar o resultado do oitavo mês deste ano são os componentes da pesquisa. O componente de condições atuais ainda está abaixo dos 50 pontos, embora tenha crescido 9,9 pontos em agosto (45,7 pontos) em relação a julho (35,8 pontos).

Ou seja, pondera a gerente de economia da Fiemg, os empresários estão com uma percepção menos negativa em relação à situação atual da economia do Estado, do País e dos seus empreendimentos, e não positiva. Em relação a agosto do ano passado (52 pontos), inclusive, houve recuo no índice, de 6,3 pontos.

O mesmo, porém, não se pode dizer sobre as perspectivas dos empresários em relação à economia mineira, brasileira e a dos seus empreendimentos nos próximos seis meses. Quando o assunto é o futuro breve, o componente de expectativas chegou aos 59,5 pontos em agosto, mostrando otimismo. O número representa um avanço de 4,2 pontos frente a julho (55,3 pontos). Houve retração, porém, em relação ao mesmo período de 2019 (63,8 pontos), de 4,3 pontos.

“A gente atribui o avanço do Índice de Confiança do Empresário Industrial à expectativa que os empresários têm de que o pior da crise ficou para trás. Isso embora a situação econômica ainda não esteja favorável”, diz Daniela Muniz, lembrando que os dados revelam que os industriais têm a percepção de que a situação atual não está boa. A confiança, portanto, está mais atrelada ao que está por vir.

Além disso, justifica a gerente de economia da Fiemg, tradicionalmente, o segundo semestre é mais aquecido para a indústria do que o primeiro, o que também ajuda a ter melhores perspectivas.

Incertezas – Apesar das boas expectativas, o cenário de incertezas permanece, conforme afirma Daniela Muniz. A demanda ainda continua frágil, diz ela. Os consumidores não se sentem confortáveis para gastar muito.

Além disso, a gerente de economia da Fiemg chama a atenção para outro ponto: existe uma incógnita acerca de como ficará a economia com o fim do auxílio emergencial e dos programas do Governo criados para ajudar a amenizar os efeitos da pandemia do Covid-19. Por mais que eles sejam renovados e existam expectativas em relação a isso, não se sabe o que virá quando realmente eles finalizarem, reforça Daniela Muniz.

Produção volta a subir no Brasil

Brasília – A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem, revela que, em julho, a atividade industrial se aproximou dos indicadores registrados antes da crise gerada pela pandemia do Covid-19.

Para a CNI, a alta sustentada nos índices de capacidade instalada e produção retrata a retomada do setor. Diante do cenário, acrescenta a confederação, cresce o otimismo e a intenção de investir. O levantamento foi feito com 1.890 empresas de pequeno, médio e grande porte entre os dias 3 e 13 de agosto.

Após quatro baixas, julho foi o primeiro mês que a indústria registrou aumento no número de empregados. O índice de evolução do número de empregados atingiu 50,9 pontos no mês passado. É o primeiro mês que o índice supera os 50 pontos – ou seja, mostra crescimento do emprego – desde fevereiro, antes da eclosão da pandemia no Brasil. Em abril, o índice mostrou forte queda do número de empregados, quando o índice atingiu seu valor mais baixo do ano, 38,2 pontos.

No indicador da Utilização da Capacidade Instalada (UCI), o movimento de retomada começou mais cedo. Após atingir o menor patamar em abril, quando ficou 49%, o indicador registrou três altas sucessivas, chegando a 67%, apenas 1 ponto percentual abaixo do observado em fevereiro de 2020 e julho de 2019.

Expectativas – Segundo a CNI, na avaliação do empresário industrial o horizonte é promissor. Todos os índices de expectativa, que já estavam acima da linha de 50 pontos em julho, continuaram trajetória ascendente em agosto. A expectativa para demanda foi o indicador que registrou o maior valor: 61,4 pontos, um aumento de 4,8 pontos percentuais em agosto na comparação com julho. O índice de expectativa de exportação registrou nova alta, de 1,3 ponto, atingindo 52,4 pontos.

Para compras de matéria prima, a expectativa, após nova alta, ficou 58,7 pontos, uma diferença de 4,4 pontos percentuais na comparação com o mês anterior. O índice de expectativa de número de empregados também cresceu pelo quarto mês seguido. De julho para agosto o indicador foi de 50,4 pontos para 53,5 pontos.

Em agosto, o índice de intenção de investir aumentou 4,3 pontos percentuais na comparação com julho e chegou a 51 pontos. A alta acumulada desde abril foi de 14,3 pontos e, com isso, o índice voltou a superar a média histórica (hoje em 49,4 pontos).

Valores acima de 50 pontos indicam expectativa de crescimento. Valores abaixo de 50 pontos indicam expectativa de queda. Quanto mais distante dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a variação esperada. (ABr)

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