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Indústrias mineiras enfrentam dificuldade de acesso ao crédito

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Crédito: Eric Gonçalves

Vistas como uma forma de ajudar as empresas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as linhas de crédito emergenciais não têm sido aprovadas para a maior parte dos empreendimentos.

Cerca de 74% dos negócios que buscaram por elas não conseguiram obtê-las, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Ao todo, do total de 415 indústrias pesquisadas, 59,5% foram atrás desse tipo de recurso.

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Os dados da entidade também mostram que o crédito foi aprovado no valor e/ou no prazo solicitado para 14% das empresas e no valor e/ou no prazo abaixo do solicitado para 12% delas.

A gerente de economia da Fiemg, Daniela Britto, destaca que essa dificuldade para conseguir crédito tem duas principais explicações. A primeira delas é que os negócios que mais precisam de liquidez, que são os micro e pequenos, fazem parte de um perfil de empresa que já tinha certos tipos de impedimentos para contrair crédito.

São organizações, em geral, segundo Daniela Britto, que têm mais dificuldades de demonstração de resultados. Ainda, seus demonstrativos contábeis, nem sempre, são bem organizados. “A gestão, às vezes, não é profissionalizada e a inserção no mercado não é tão robusta”, diz a gerente de economia.

Já o segundo fator tem a ver com o fato de que a percepção de risco dos bancos, tanto públicos quanto privados, aumentou muito nesta época de crise na saúde que tem impactado também a economia mundial. “Essa percepção de risco aumentou porque as empresas vão faturar menos, a queda de demanda é enorme, muitos negócios estão fechados, entre outros fatores”, avalia.

Daniela Britto destaca que as políticas de crédito são rigorosas, pois os bancos têm de evitar prejuízos. Tudo isso, somado à crise econômica, colabora para os resultados vistos no estudo da Fiemg.

Mais dados – A pesquisa da entidade revela também que o crédito para financiamento da folha de pagamento de pequenas e médias empresas, que conta com 85% de funding do Tesouro Nacional, foi procurado por 44,6% das indústrias. No entanto, 78% delas não tiveram um retorno positivo.

Além disso, 36,8% das indústrias, segundo os dados divulgados pela Fiemg, fizeram o pedido de suspensão temporária no pagamento das parcelas de operação de crédito vigentes, mas 46% não foram atendidas.

Saída – Daniela Britto afirma que “a dificuldade de acesso ao crédito é muito grave e vai fazer com que muitas empresas não sobrevivam a essa crise”.

Dessa forma, é importante que os empreendimentos busquem alternativas. A gerente de economia da Fiemg lembra que há medidas do governo federal que podem auxiliar neste momento, como as ligadas à preservação de emprego e renda, com a suspensão de contrato de trabalho e redução de jornada, por exemplo. “Já dá um alívio em relação à despesa com pessoal”, salienta ela.

Outro passo importante é tentar negociações de contratos com fornecedores. “As empresas vão ter de recorrer a uma boa gestão para equalizar receitas e despesas.

Além disso, é importante tentar estabelecer novos canais de vendas e se reinventar diante das dificuldades”, diz.

PIB – A intensidade e a extensão dos impactos econômicos resultantes da pandemia do novo coronavírus ainda são desconhecidas, mas especialistas da Fiemg projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro terá uma queda, em 2020, de 7%, informação antecipada pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. Na avaliação nacional, a queda do PIB deverá ser de 5,7%.

Entre as premissas consideradas para as projeções, destaca-se o elevado nível de incerteza no que se refere ao desempenho das medidas econômicas de preservação do emprego e da renda, assim como em relação à duração e à extensão das medidas de isolamento social.

A retomada econômica tenderá a ser lenta, no formato de uma curva em “U”, ou seja, definida por uma rápida e aguda queda no PIB, seguida de uma recuperação mais demorada, o que deverá ocorrer somente em 2022.

Nível de produção é o menor em 18 anos

Rio e São Paulo – A indústria brasileira sofreu forte golpe da pandemia de coronavírus em março com perdas generalizadas e o nível de produção mais fraco para o mês em 18 anos, indicando ainda mais perdas para abril.

A produção industrial do Brasil despencou 9,1% em março na comparação com o mês anterior em meio ao fechamento de fábricas e empresas em todo o País como medida de contenção ao Covid-19.

Esse é o resultado mais fraco desde a queda de 11% em maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. Também representa a leitura mais baixa para um mês de março desde 2002.

Os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, em relação a março do ano passado, houve perda pelo quinto mês seguido, de 3,8%

Ambos os resultados foram bem piores do que expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de queda de 4,7% na variação mensal e de 1,6% na base anual.

O setor industrial do País chegou a ensaiar uma melhora no começo do ano, com dois meses seguidos de ganhos, mas todo esse cenário foi desmantelado pelas consequências da pandemia em meio a férias coletivas, paralisações, menor demanda e isolamento social.

“A queda fica mais forte no último terço de março e tem uma continuidade para abril e meses seguintes. Se tem de fato mais empresas em abril com férias coletivas e paradas, é natural supor que abril terá um ritmo maior de queda dessa produção nacional”, avaliou o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Isso terá um efeito negativo para o consolidado de 2020. Serão meses com quedas importantes para indústria (março, abril e maio)”, completou. “2020 será um ano marcante para indústria”.

As perdas em março foram generalizadas e acentuadas entre as categorias econômicas, sendo a mais forte a queda de 15,2% dos Bens de Capital, uma medida de investimento – foi o recuo mais acentuado desde maio de 2018.

A produção dos Bens de Consumo recuou 14,5%, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis. A de Bens Intermediários teve perdas de 3,8%, também recorde desde maio de 2018 e interrompendo três meses de resultados positivos.

Entre os ramos pesquisados, 23 de 26 tiveram resultados negativos, sendo que a maior a influência negativa foi a queda de 28% de veículos automotores, reboques e carrocerias por conta das paralisações e interrupções da produção em várias unidades produtivas devido ao coronavírus.

Essa queda foi a mais forte desde maio de 2018 e eliminou a expansão de 7,8% acumulada pelo ramo nos dois primeiros meses de 2020.

“O resultado de março tem um perfil disseminado de queda e esse movimento é semelhante ao de maio de 2018, com a greve de caminhoneiros. Na raiz do resultado tem o isolamento, que leva a interrupção e paralisação de vários segmentos da indústria brasileira”, completou Macedo.

O IBGE destacou ainda que é preciso levar em conta que o período de confinamento não compreendeu todo o mês de março e variou em todo o País.

As incertezas tomam conta da economia brasileira devido ao surto de coronavírus, com muitos trabalhadores em quarentena e correndo o risco de desemprego.

Em abril, a confiança da indústria brasileira medida pela FGV teve a maior queda já registrada na série histórica, atingindo nova mínima recorde, com os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 amargando o sentimento dos empresários e elevando a incerteza sobre o futuro do setor.

A pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto a uma centena de economistas aponta que o cenário para a economia é de contração de 3,76% neste ano, com a produção industrial recuando 2,75%. (Reuters)

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