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Indústrias mineiras são afetadas pelo novo coronavírus na oferta e na demanda

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O índice de evolução da produção em Minas Gerais chegou a 29,3 pontos em abril, o menor valor da série histórica. Em março, eram 36 pontos, o que representa um recuo de 6,7 pontos na passagem do terceiro mês deste ano para o quarto.

Os dados pertencem à Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

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Conforme destaca a analista de estudos econômicos da entidade, Daniela Muniz, esse resultado reflete os desdobramentos das medidas de contenção adotadas por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Esses reflexos, explica ela, são tanto pelo lado da oferta, pois muitas empresas interromperam suas atividades, quanto pelo lado da demanda, por causa do aumento do desemprego e queda na renda.

“Os impactos já estavam sendo sentidos em março, mas se agravaram em abril pelo fato de as medidas de isolamento social terem durado todo o mês. Em março, foram mais na segunda quinzena”, salienta.

Diante disso, os números mostram que o recuo do índice de evolução da produção foi o terceiro consecutivo. Já havia sido registrada uma queda de 10,8 pontos em março e de 2 pontos em fevereiro. Na comparação com abril do ano passado (51,4 pontos), a retração foi de 22,1 pontos.

Os números referentes aos postos de trabalho também estão diminuindo. O índice de evolução do número de empregados chegou a 38,9 pontos em abril. “É o segundo menor valor da série histórica”, ressalta Daniela Muniz. O indicador foi menor apenas em maio de 2015, quando marcou 38,8 pontos. Na comparação com março (46,6 pontos), a redução no número foi de 7,7 pontos e de 10,1 pontos em relação a abril do ano passado (49 pontos).

Foi verificada queda também no índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual, de 5,3 pontos, na comparação entre março (31,6 pontos) e abril (26,3 pontos), sendo também o menor valor da série histórica. Em relação a abril de 2019 (40,8 pontos), a retração foi de 14,5 pontos.

Os dados relativos ao estoque também mostram os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) sobre a indústria. Os estoques de produtos finais chegaram a 52,2 pontos em abril, após recuo por quatro meses consecutivos. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado marcou 52,8 pontos, o que mostra que a demanda ficou abaixo das expectativas.

Perspectivas – Por falar em expectativas, os indicadores desse item mostram leves aumentos, conforme destaca Daniela Muniz, “após registrarem os menores patamares da série histórica”, diz ela.

Contudo, mesmo com essa expansão, os números ainda estão abaixo dos 50 pontos – somente quando eles ultrapassam essa fronteira é que apontam para expectativas de crescimento.

O indicador de expectativa da demanda alcançou 36,6 pontos em maio, o que representa um aumento de 7,2 pontos na comparação com abril (29,4 pontos). Em relação a maio do ano passado (59,5 pontos), o recuo foi de 22,9 pontos. Trata-se do segundo menor valor da série histórica.

Em relação à compra de matéria-prima, houve crescimento de 5 pontos na comparação com abril (31,6 pontos), mas o número ainda permanece bem abaixo dos 50 pontos (36,6 pontos), evidenciando a redução das compras em curto prazo. Na comparação com maio do ano passado (56 pontos), a queda foi de 19,4 pontos. É o segundo resultado mais baixo da série histórica.

O índice de expectativa do número de empregados alcançou 40,9 pontos em maio, o que representa um incremento de 6,2 pontos na comparação com abril (34,7 pontos). Já em relação a maio do ano passado (52 pontos), houve recuo de 11,1 pontos. Foi o menor resultado registrado para o mês na série histórica e, apesar da expansão na passagem de abril para maio, ainda aponta para expectativa de recuo do emprego, por estar abaixo da linha dos 50 pontos.

Por fim, o índice de intenção de investimento alcançou 39,8 pontos em maio, o que representa um aumento de 2,3 pontos na comparação com abril (37,5 pontos). O incremento veio após uma queda de 25,5 pontos no mês anterior. Na comparação com maio do ano passado (53,7 pontos), o recuo foi de 13,9 pontos.

Nova realidade – O cenário ainda é muito incerto, conforme aponta Daniela Muniz, mas as coisas, pouco a pouco, podem começar a mudar. Ontem, por exemplo, Belo Horizonte iniciou a reabertura do comércio, que deve adotar uma série de medidas de segurança para evitar a propagação do novo coronavírus. Apesar de existir a possibilidade de as lojas fecharem novamente caso os contágios aumentem, a economia poderá perceber alguns reflexos da retomada.

“Em termos econômicos, a partir do momento que se abre o comércio, há uma melhora em toda a cadeia produtiva, melhorando também a indústria. O número maior de vendas vai demandar mais das indústrias”, ressalta Daniela Muniz.

No entanto, diz a analista de estudos econômicos da Fiemg, o comércio não voltará a todo vapor, por uma série de motivos, que vão desde a redução de renda das pessoas até o receio que elas poderão ter de circular pela cidade. “Não há como estimar quanto tempo vai demorar para que se tenha uma recuperação do que se perdeu nos últimos meses”, diz ela.

Fabricação de aço no País recua 14,3% no ano

A produção brasileira de aço bruto alcançou 10,0 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2020, o que representa uma queda de 14,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados no mesmo período foi de 7,1 milhões de toneladas, queda de 9,3% em relação a 2019. A produção de semiacabados para vendas totalizou 2,7 milhões de toneladas no acumulado de 2020, uma queda de 13,2% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 5,6 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2020, o que representa uma retração de 9,5% quando comparada com igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 6,2 milhões de toneladas no mesmo período, o que representa uma queda de 9,4% frente aos primeiros quatro meses de 2019.

As importações alcançaram 705 mil toneladas no acumulado do primeiro quadrimestre de 2020, caindo 17,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 745 milhões, um recuo de 13,4% no mesmo período de comparação.

As exportações atingiram 4,1 milhões de toneladas e US$ 2,1 bilhões de janeiro a abril de 2020. Esses valores representam, respectivamente, uma queda de 5,1% e de 17,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2019.

Abril – No último mês, a produção brasileira de aço bruto foi de 1,8 milhão de toneladas, uma queda de 39,0% frente ao mesmo mês de 2019. Já a produção de laminados foi de 1,2 milhão de toneladas, 36,6% menor do que a registrada em abril de 2019. A produção de semiacabados para vendas foi de 599 mil toneladas, representando recuo de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2019.

As vendas internas recuaram 35,6% frente a abril de 2019, atingindo 976 mil toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,1 milhão de toneladas, 34,6% abaixo do apurado no mesmo período de 2019.

As importações de abril de 2020 foram de 186 mil toneladas e US$ 182 milhões, o que resulta uma queda de 24,0% em quantum e de 19,8% em valor na comparação com o registrado em abril de 2019. As exportações foram de 883 mil toneladas e US$ 481 milhões, o que significa queda de 17,0% e de 21,9%, respectivamente, na comparação com o mesmo mês de 2019. (Da Redação)

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