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Inflação registra avanço de 4,2% no acumulado do ano na Capital

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A elevação de 5,39% da tarifa de energia elétrica aumentou a pressão inflacionária em Belo Horizonte | Crédito: Christyam Lima

Os produtos administrados, ou seja, gastos com transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e impostos habitacionais seguem como principais responsáveis pela elevação do custo de vida na capital mineira. Conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte, a inflação avançou 0,49% em junho na comparação com maio, tendo como principais responsáveis o custo com material para pintura e a tarifa de energia elétrica.

Os dados foram divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG) e mostram que o aumento dos preços na cidade chegou a 4,2% entre janeiro e junho de 2021. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a elevação foi de 8,23%.

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De acordo com o gerente de Pesquisa da Ipead/UFMG, Eduardo Antunes, os números já eram esperados em função da atual conjuntura. Segundo ele, há muitos fatores pressionando os preços, principalmente, diante de um novo reaquecimento da economia com a melhoria dos índices sanitários e avanço da vacinação no País.

“O grande fator desta vez foi a energia. Mas outros itens como a compra de carros, por exemplo, já começam a pressionar os preços diante da alta procura e, às vezes, descompasso entre oferta e demanda. Fato é que, com esse resultado, fechamos o semestre acima do teto médio da inflação projetada pelo Banco Central, assim como os 12 meses. Em ambos os períodos, a inflação chegou a patamares considerados altos e ainda não é possível fazer qualquer projeção, pois o cenário continua incerto”, avaliou.

O especialista destacou que dentre os 11 itens agregados que compõem o IPCA, os maiores destaques, em termos de variação, foram as altas de 3,83% para artigos de residência, de 1,82% para alimentos de elaboração primária e de 1,30% para saúde e cuidados pessoais. No sentido oposto, destacam-se as quedas de 4,59% para alimentos in natura, de 1,41% para alimentação em restaurante e de 1,24% para bebidas em bares e restaurantes.

Em relação aos serviços e produtos, as cinco maiores contribuições vieram de material de pintura, com aumento de 19,71%, móvel para sala (5,72%), tarifa de energia elétrica (5,39%), automóvel usado (4,85%) e automóvel novo (3,38%).

Já os itens que apresentaram queda nos preços em junho foram: vidro (-18,58%), excursões (-4,58%), conserto de automóvel (-4,25%), lanche (-3,72%) e pão francês (-3,26%).

Cesta básica e a inflação

Em função desses resultados, o custo da cesta básica caiu no mês passado e chegou a R$ 553,56, o equivalente a 50,32% do salário mínimo. O índice apresentou variação negativa de 0,68% entre maio e junho e a maior pressão do mês veio do açúcar cristal (8,15%), enquanto a menor variação ocorreu na banana caturra (-8,04%).

De toda forma, Antunes lembrou que o valor continua em patamares bastante elevados e segue acima de R$ 500 desde outubro do ano passado e que é pouco provável que volte a ficar abaixo deste valor, mesmo observando pequenas retrações como a do mês que passou.

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