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Inflação registra avanço de 4,2% no acumulado do ano na Capital

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Inflação registra avanço de 4,2% no acumulado do ano na Capital
Crédito: Christyam Lima

Os produtos administrados, ou seja, gastos com transporte, comunicação, energia elétrica, combustíveis, água e impostos habitacionais seguem como principais responsáveis pela elevação do custo de vida na capital mineira. Conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Belo Horizonte, a inflação avançou 0,49% em junho na comparação com maio, tendo como principais responsáveis o custo com material para pintura e a tarifa de energia elétrica.

Os dados foram divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG) e mostram que o aumento dos preços na cidade chegou a 4,2% entre janeiro e junho de 2021. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a elevação foi de 8,23%.

De acordo com o gerente de Pesquisa da Ipead/UFMG, Eduardo Antunes, os números já eram esperados em função da atual conjuntura. Segundo ele, há muitos fatores pressionando os preços, principalmente, diante de um novo reaquecimento da economia com a melhoria dos índices sanitários e avanço da vacinação no País.

“O grande fator desta vez foi a energia. Mas outros itens como a compra de carros, por exemplo, já começam a pressionar os preços diante da alta procura e, às vezes, descompasso entre oferta e demanda. Fato é que, com esse resultado, fechamos o semestre acima do teto médio da inflação projetada pelo Banco Central, assim como os 12 meses. Em ambos os períodos, a inflação chegou a patamares considerados altos e ainda não é possível fazer qualquer projeção, pois o cenário continua incerto”, avaliou.

O especialista destacou que dentre os 11 itens agregados que compõem o IPCA, os maiores destaques, em termos de variação, foram as altas de 3,83% para artigos de residência, de 1,82% para alimentos de elaboração primária e de 1,30% para saúde e cuidados pessoais. No sentido oposto, destacam-se as quedas de 4,59% para alimentos in natura, de 1,41% para alimentação em restaurante e de 1,24% para bebidas em bares e restaurantes.

Em relação aos serviços e produtos, as cinco maiores contribuições vieram de material de pintura, com aumento de 19,71%, móvel para sala (5,72%), tarifa de energia elétrica (5,39%), automóvel usado (4,85%) e automóvel novo (3,38%).

Já os itens que apresentaram queda nos preços em junho foram: vidro (-18,58%), excursões (-4,58%), conserto de automóvel (-4,25%), lanche (-3,72%) e pão francês (-3,26%).

Cesta básica e a inflação

Em função desses resultados, o custo da cesta básica caiu no mês passado e chegou a R$ 553,56, o equivalente a 50,32% do salário mínimo. O índice apresentou variação negativa de 0,68% entre maio e junho e a maior pressão do mês veio do açúcar cristal (8,15%), enquanto a menor variação ocorreu na banana caturra (-8,04%).

De toda forma, Antunes lembrou que o valor continua em patamares bastante elevados e segue acima de R$ 500 desde outubro do ano passado e que é pouco provável que volte a ficar abaixo deste valor, mesmo observando pequenas retrações como a do mês que passou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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