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Economia Economia-destaque exclusivo
IPCA sobe 1,25% na Capital puxado por alimentos in natura
CREDITO:ALISSON J. SILVA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte apresentou um crescimento de 1,25% em janeiro na comparação com o mês de dezembro. Trata-se da menor alta para janeiro desde o ano de 2008, quando o índice teve um avanço de 1,17%. No mesmo período de 2019, por sua vez, o acréscimo foi de 1,87%. Já nos últimos 12 meses, o incremento registrado no IPCA foi de 4,60%.

Os dados foram apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

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Conforme explica a coordenadora de pesquisas da entidade, Thaize Martins, os aumentos em janeiro são esperados todos os anos, uma vez que o mês coincide com uma série de reajustes, como os relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), às mensalidades escolares e ao aumento do salário mínimo, que reflete nos gastos com empregados domésticos.

Neste último mês de janeiro, contudo, o maior destaque percebido foi registrado nos alimentos in natura, que apresentaram um crescimento nos preços de 6,03%. “Houve uma forte influência das chuvas, que acabam ocasionando perdas em colheitas e distribuição”, ressalta Thaize Martins.

Em seguida, do lado das variações positivas, vieram os crescimentos em despesas pessoais (3,27%) e produtos administrados (1,09%).

Já quando o assunto são as baixas verificadas no primeiro mês do ano, a maior queda veio dos alimentos elaboração primária, de 3,21%. Conforme explica a coordenadora de pesquisas da Ipead/UFMG, isso se deve, sobretudo, aos preços da carne, que diminuíram na comparação com dezembro. O item “carne bovina, alcatra” apresentou redução de 12,36%.

Ainda apresentaram recuo as categorias artigos de residência, de 2,02%, e bebidas em bares e restaurantes, de 1,08%.

Cesta – Já o custo da cesta básica registrou uma queda de 1,12% na capital mineira. Conforme ressalta Thaize Martins, a maior contribuição para isso veio da redução verificada nos preços da chã de dentro, de 7,45%. Entretanto, conforme frisa ela, quando se analisa os últimos doze meses, a variação positiva do item ainda é alta, sendo ela de 17,30%.

Por outro lado, a batata-inglesa e o tomate Santa Cruz foram os responsáveis pelas maiores altas registradas no mês, de 29,44% e 15,08%, respectivamente.

Consumidores mais confiantes – Os dados divulgados pela Ipead mostram também que a confiança tem aumentado entre os belo-horizontinos. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 1,54% na comparação com o mês de dezembro.

No entanto, como salienta Thaize Martins, os 38,65 pontos alcançados no último mês ainda estão abaixo dos 50 pontos, que separam o otimismo do pessimismo.

Avaliando os itens componentes do ICC, o maior destaque, segundo afirma a coordenadora de pesquisas da Ipead/UFMG, está relacionado à situação econômica do País. “Houve uma melhora na percepção do consumidor”, salienta ela, sendo que os números passaram de 27,92 pontos para 31,55 pontos.

Acerca dos demais itens, são apuradas também as percepções em relação a emprego, que registrou 21,01 pontos, inflação (29,11 pontos), pretensão de compra (42,98 pontos), situação financeira da família em relação ao passado (51,73 pontos) e situação financeira da família (57,68 pontos).

Taxa de juros – Já em relação às taxas de juros praticadas em Belo Horizonte, os dados mostram que a maior parte das taxas médias de juros para pessoa física apresentou queda na comparação com dezembro. Os destaques foram para cheque especial (-17,70%), construção civil imóveis na planta (-40%) e construção civil imóveis construídos (-21,26%).

Entre as taxas praticadas para pessoas jurídicas, por sua vez, percebeu-se um incremento na maioria delas.

Gastos com material escolar devem recuar

A Fundação Ipead/UFMG também divulga, anualmente, os resultados do estudo sobre o gasto com material escolar desenvolvido pela entidade. Os números mostram que, neste ano, 42,38% das pessoas tiveram/terão gastos relacionados ao material escolar – em 2019, foram 42,86%.

Já em relação a estratégias para economizar, 85,39% dos entrevistados afirmam que pretendem adotar alguma.

Conforme ressalta Thaize Martins, as estratégias mais apontadas pelas pessoas foram pesquisas de preços em diferentes estabelecimentos (79,78%) e reutilizar material escolar do ano anterior (70,79%).

Já ir às compras com antecedência (35,96%) passou para a quinta posição neste ano, enquanto em 2019 ocupou o terceiro lugar (62,22%).

Além disso, os consumidores têm se mostrado menos propensos em realizar compras em conjunto com outros pais para obter descontos, passando de 15,56% em 2019 para 8,99% em 2020.

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