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Inovação é caminho para ampliar acesso à energia

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Vasconcelos: universalização é sonho de todo governante - Foto: Michelle Muls

A geração de energia elétrica no Brasil está intimamente ligada à gestão das águas, já que nosso principal sistema de geração é através de hidrelétricas. Essa característica dá à edição de ontem do Diálogos DC, com o tema “Inovação e Produção Tecnológica”, realizado em parceria com a Sociedade Mineira dos Engenheiros (SME), ainda mais importância. O evento foi baseado nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento básico para todas e todos” e o 7 “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todas e todos”.

A defesa feita pelo ex-diretor da Cemig, ex-presidente da SME e da Eletrobras, Aloisio Vasconcelos, sobre o papel da engenharia e das inovações tecnológicas sobre a possibilidade de distribuição universalizada da energia no Brasil coincide em conceitos e determinação com a fala do presidente da Comissão Técnica de Recursos Hídricos da SME, Sérgio Menin Teixeira de Souza, sobre a água.

“O mundo precisa de ferramentas de inovação e principalmente avanços tecnológicos para melhorar a qualidade de vida das pessoas. A universalização é o sonho de todo governante. A energia elétrica é condição vital para qualquer ser humano. Em 2003, eram 12 milhões de brasileiros sem energia elétrica em casa. Fizemos o programa ‘Luz para todos’ de eletrificação rural e conseguimos resolver boa parte. Para um programa dar certo ele depende da técnica, de financiamento e de estrutura organizacional. O financiamento é a principal dificuldade”, destaca Vasconcelos.

O desenvolvimento de fontes de energia alternativas é uma das soluções que pode ajudar a equilibrar um dos pontos de maior discórdia na busca por uma produção e distribuição da energia nos moldes propostos pelos ODS: a disputa entre os desenvolvimentistas e os ambientalistas.

O Programa de Incentivo às Fontes de Energia Alternativa (Proinfa), desenvolvido pela Eletrobras, teve início em 2003, dividido em três vertentes: pequenas centrais hidrelétricas, eólica e biomassa. Ali o ex-diretor da Cemig enxergava uma possibilidade de mudança da matriz energética brasileira. Das vertentes, a última é a que deu resultados menos expressivos ao enfrentar a oposição dos produtores de cana que se interessavam mais em vender o bagaço pra a indústria de insumos agropecuários.

“É imperiosa a necessidade de compatibilizar o desejo de quem quer o progresso equilibrado e daqueles que querem a preservação ambiental. Não há mais espaços para radicalismos. E quem tem que resolver isso é a força do governo”.

Assim como na questão da água, o combate a desperdício da energia elétrica é determinante para que o acesso universalizado seja alcançado. O desperdício tem impacto direto nos custos que é composto também, entre outros itens, pelo custo de produção, a anexação ao sistema e os impostos estaduais. Em Minas, eles chegam a 30% do total. E, por fim, à própria eficiência energética.

“Hoje existe tecnologia que não permite o desperdício nas empresas. Todos nós precisamos usar o conceito de eficiência, que é duplo: na produção, com máquinas menores, e com o uso racional. Queremos mostrar que a engenharia tem a cada dia inovações e pesquisas e que elas levam ao desenvolvimento sustentável. Existe, por exemplo, a geração de energia pela marés – a maremotriz. O Brasil tem, pelo menos, 6 mil quilômetros de costa aproveitável para esse modelo, mas não existe boa vontade política. Assim perdemos o ‘time’ das soluções que o mundo já usa”, pontua o engenheiro. (DM)

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