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Os lojistas de shopping centers de Minas propõem redução nos valores de aluguel e condomínio | Crédito: Divulgação

Com as atividades paralisadas há quase 60 dias devido às medidas implantadas para conter a disseminação do novo coronavírus em Minas Gerais, os lojistas de shopping centers estão acumulando prejuízos. As demissões no setor já somam cerca de 10 mil e 1,5 mil lojas foram fechadas definitivamente ou estão em processo de encerramento das atividades no Estado.

Por causa do cenário desfavorável e o comprometimento do faturamento, a Associação dos Lojistas de Shopping Center (AloShopping) encaminhará à Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrace) e aos administradores de shopping centers de Minas Gerais uma carta com pleitos considerados fundamentais para evitar a falência das lojas.

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De acordo com o superintendente da AloShopping, Alexandre Dolabella França, a situação dos lojistas é crítica e será necessária a adoção de medidas para reduzir os custos destes empresários e permitir que as atividades sejam retomadas. Até o momento, segundo França, já foram fechadas de forma definitiva ou estão em processo de encerramento 1,5 mil lojas e demitidos 10 mil trabalhadores nos shoppings de Minas Gerais.

“Estamos muito preocupados com a situação. Os lojistas estão sem faturamento e os custos fixos são elevados. Além disso, o crédito disponibilizado para capital de giro não chega ao empreendedor. Os bancos, devido ao receio de inadimplência, estão com muitas exigências e juros altos para o período. É preciso que as administradoras negociem com os lojistas para evitar a falência de muitos negócios e o comprometimento do próprio shopping, que vai reduzir o mix de lojas e a atratividade. Já tivemos muitas demissões e fechamentos de empresas, o que é ruim para todos”, explicou França.

Na carta, dentre as medidas consideradas urgentes e emergenciais para viabilizarem a sobrevivência dos lojistas e a preservação dos empregos está a redução dos valores a serem pagos aos shoppings até junho de 2021. A proposta é que o lojista pague, no total, um valor correspondente a 8% das vendas efetuadas, o que quitaria os custos de aluguel, condomínio e fundo de promoção. Hoje a quantia paga corresponde a uma estimativa de venda que é calculada pelas administradoras dos malls, independentemente do lojista alcançar ou não o valor, segundo informou a AloShopping.

Também foi solicitada a não cobrança do 13º aluguel, que é pago em dezembro.
Para atrair os consumidores, contribuir para o consumo e reduzir o risco de contaminação – já que diminuiria o uso do transporte público -, o setor também solicita a não cobrança do estacionamento aos clientes e funcionários.

Linha de crédito – Com as dificuldades dos lojistas acessarem crédito nos bancos tradicionais, a proposta da AloShopping é que os shopping centers abram uma linha de crédito para que os lojistas consigam, em um prazo de um ano, pagar os compromissos com o próprio shopping e organizar as empresas, evitando a descontinuidade dos negócios.

França explica que as medidas são consideradas essenciais para que os lojistas consigam retornar às atividades de forma estruturada e preparados para fazer um atendimento aos consumidores da melhor maneira possível para superar a grave crise.

“Todas essas ações são essenciais para evitar a falência dos lojistas. Nos shoppings onde as atividades já foram retomadas, houve uma queda de 70% das vendas no primeiro mês. Neste cenário, que também prevê um fechamento de ano com retração de 25% das vendas, não tem como o lojista sobreviver”, destacou França.

União – O consultor na área de varejo de Shopping Centers, Ricardo Pollack, explica que as relações serão mudadas após o retorno das atividades, exigindo a união de todos os envolvidos para encontrar o melhor caminho para superar a crise provocada pela pandemia.

“A gente deixou um mundo em março e vamos encontrar outro quando voltarmos às atividades. Haverá uma nova ordem da economia, dos comerciantes e dos shoppings. A união das partes será a sobrevivência de todos. Será preciso que ambas as partes sentem e negociem para salvar os negócios ou teremos resultados mais negativos”, disse.

Ainda segundo Pollack, a busca por soluções deve ocorrer de forma rápida porque o cenário a ser encontrado será desafiador, com o consumidor descapitalizado, seja pela perda do emprego, redução dos salários ou suspensão do contrato de trabalho ou profissionais liberais que perderam ou tiveram redução da renda.

“Os shoppings e os lojistas devem buscar uma solução rápida para não haver evasão e deterioração do mix, o que prejudica a atratividade e reduziria a frequência das pessoas, sendo negativo para todos os envolvidos. Será preciso união e agilidade para evitar o aumento do prejuízo já acumulado”.

Iace sente efeitos de pandemia na economia e recua

Rio de Janeiro – O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) em parceria com o The Conference Board (TCB), caiu 10,1% em abril na comparação com março, passando de 112,6 pontos para 101,2 pontos. O TCB é uma organização sem fins lucrativos para membros de empresas e grupos de pesquisa.

É a maior queda da série histórica iniciada em 1996, de acordo com a FGV. Em março, o Iace teve redução de 6,2% em relação a fevereiro (120,1 pontos). Ele já mostra impactos do Covid-19 na economia.

Segundo pesquisa divulgada ontem pela FGV, no Rio de Janeiro, a variação acumulada nos últimos seis meses (de outubro de 2019 a abril de 2020) também ficou negativa, em 14,2%.

Das oito séries componentes do Iace, os índices de Expectativas da Indústria, Serviços e Consumidores foram os que mais contribuíram negativamente para o resultado, mostrando recuos na margem de 46,6%, 33,5% e 28,9%.

O Iace permite fazer uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo TCB, que são China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coreia, Espanha e Reino Unido.

Coronavírus – Segundo o economista Paulo Picchetti, coordenador do IPC Brasil da FGV/Ibre, o indicador já reflete os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira.

“O impacto das medidas de distanciamento social já pode ser verificado em uma série de indicadores recentes ligados ao nível de atividade na economia brasileira, sinalizando uma alteração na fase do ciclo econômico. O resultado de abril indica a continuidade dessa tendência nos próximos meses”, disse Picchetti.

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (Icce), que mede as condições econômicas atuais, ficou estável em abril, em comparação com março, com 103,1 pontos. (ABr)

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