Economia

Maria Fumaça de São João del-Rei e Tiradentes terá nova gestão e receberá R$ 16 milhões do Novo PAC

Operação deixa a VLI em 1º de setembro e passa à gestão das prefeituras; futura administradora será uma organização sem fins lucrativos
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Maria Fumaça de São João del-Rei e Tiradentes terá nova gestão e receberá R$ 16 milhões do Novo PAC
Maria Fumaça que liga São João del-Rei a Tiradentes terá nova gestão a partir de 1º de setembro e receberá R$ 16 milhões do Novo PAC para revitalização do complexo ferroviário. | Foto: Adobe Stock

A gestão e a operação do trem turístico Maria Fumaça, que liga São João del-Rei a Tiradentes, na região Central de Minas Gerais, atualmente sob responsabilidade da empresa VLI, serão transferidas a partir de 1º de setembro. O complexo também será revitalizado e, para isso, receberá investimentos de R$ 16 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que acompanha o caso, o termo de cessão administrativa do Complexo Ferroviário foi assinado em 23 de junho entre o Iphan, as prefeituras das duas cidades e a VLI, atual cessionária e responsável pela operação do trem turístico.

A medida, segundo o Iphan, é necessária para oficializar a transferência da gestão, que passa para os municípios; e para a definição da futura organização sem fins lucrativos que irá operar o trem.

Foto: Adobe Stock

“A mudança foi construída por meio de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, com a participação do Iphan, das prefeituras e da VLI, para que a transição ocorra de forma planejada e em conformidade com as diretrizes de preservação do patrimônio cultural ferroviário”, informou o Iphan, em nota.

Com as mudanças, a expectativa, ainda conforme o Iphan, é que a nova gestão fortaleça a preservação do complexo e amplie seu potencial turístico e cultural.

“O Iphan continuará acompanhando o processo no âmbito de suas atribuições, especialmente quanto à proteção do conjunto ferroviário, tombado em nível federal desde 1989, que inclui a linha férrea, locomotivas, vagões, oficinas, o Museu Ferroviário e outros bens associados à história ferroviária brasileira”, completa o instituto, em nota.

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O órgão também informou, sem dar detalhes, que a Maria Fumaça receberá investimentos de R$ 16 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

Procurada, a VLI informou que acompanhará todo o processo de transição operacional para assegurar que não haja qualquer lapso na prestação do serviço. “Reafirmamos, assim, nosso compromisso institucional com a continuidade das atividades, sem impactos para o turismo da região”, diz, em nota.

A companhia também reforçou que a futura operação terá como foco exclusivo a atividade turística e a preservação do patrimônio cultural representado pela Maria Fumaça e pelo Museu Ferroviário. A empresa também declarou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e demais órgãos competentes acompanham o processo.

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“Durante todo o período em que esteve responsável pela operação, e ao longo da transição, a VLI conduz e seguirá conduzindo o ativo com elevado padrão de zelo e segurança, tanto na operação quanto no cuidado com os empregados envolvidos”, encerra.

O Diário do Comércio procurou as prefeituras de São João del-Rei e Tiradentes e a ANTT e aguarda retornos. O jornal também acionou a Casa Civil para obter mais informações sobre os investimentos do Novo PAC na Maria Fumaça e aguarda retorno.

Maria Fumaça mineira é a mais antiga do Brasil

De acordo com informações do Iphan, a Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes transporta cerca de 120 mil visitantes por ano e é um dos principais atrativos turísticos da região.

Segundo a VLI, a Maria Fumaça mineira é a mais antiga em operação no Brasil e atrai turistas do mundo inteiro. “Além do incrível passeio, o complexo ferroviário oferece atrações como o museu ferroviário e a rotunda, famosa estrutura ferroviária utilizada para manutenção e armazenamento dos veículos ferroviários, preservando a memória e patrimônio histórico das ferrovias”, diz, no site oficial.

Leia mais: Indústria ferroviária prevê faturamento de R$ 9 bilhões em 2026 impulsionada por concessões

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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