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O mercado livre de energia está em expansão. Segundo informações da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o crescimento anual do setor já o leva a registrar, atualmente, 6,5 mil consumidores atendidos, representando 31% do consumo nacional e 82% do consumo industrial.

O impulso para esses números tão expressivos vem, sobretudo, conforme o presidente executivo da entidade, Reginaldo Medeiros, dos preços mais baixos oferecidos pelo segmento – que, de acordo com ele, historicamente, giram em torno de 28% a menos em comparação ao mercado cativo.

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“Ao longo de 16 anos, os consumidores conseguiram alcançar, ao todo, uma economia de R$ 185 bilhões”, afirma ele.

Atualmente, porém, conforme destaca Medeiros, o potencial máximo de consumo nacional chega a 38%. Isso porque a compra de energia fora do ambiente regulado requer que a demanda contratada seja de, ao menos, 500WM.

“Isso representa uma conta de energia de aproximadamente R$ 100 mil por mês”, diz.

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Distinção – Essa grande diferenciação nos valores, conforme explica o presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Centrais Hidrelétricas PCH e CGH, Walmor Alves, está relacionada ao fato de o mercado livre de energia ter a possibilidade de sempre comprar a energia mais barata do momento, “se é época de chuva, por exemplo, adquire a hidráulica; quando não é, a eólica”, exemplifica.”

Além disso, existem outras razões, como frisa Alves. A competição está entre esses motivos, gerando, inclusive, alguns entraves.

“O lucro no mercado livre é reduzido, já que há muita competição, o que impacta também a capacidade de reinvestimento”, analisa.

Futuro – Se ainda há bastante espaço para expansão, qual deverá ser o futuro desse cenário? Medeiros ressalta que as perspectivas são de que haja uma reforma do setor. Inclusive, já existem projetos de lei no Senado e na Câmara para a expansão do segmento, que poderá chegar até os pequenos consumidores.

Alves, por sua vez, destaca que, atualmente, a conta não está bem distribuída.




“O mercado livre de energia é, muitas vezes, injusto com a competição de mercado. Os grandes consumidores compram uma energia mais barata, enquanto o concorrente, que é menor, não consegue acesso a ela”, ressalta.

De acordo com ele, uma alternativa seria abrir esse mercado por segmentos e não por tamanho do consumo.

Já o presidente da CMU comercializadora de energia, Walter Fróes, afirma que as suas expectativas são de que todos os consumidores de alta tensão tenham acesso a esse mercado, “em curto ou médio prazo”, diz.

“As expectativas são muito boas, tendo em vista o viés liberal do atual governo”, salienta.

Sem modismos – O consultor de energia Rafael Herzberg afirma que o mercado livre de energia é uma excelente oportunidade para os clientes que podem escolher esse ambiente de negócio. No entanto, o consumidor não deve se deixar levar pelo que o profissional chama de “modismos”.

“O mais importante é o cliente descobrir quais são as vantagens, as desvantagens e os riscos que esse mercado oferece”, avalia.

De acordo com o profissional, quem vai para o mercado livre de energia precisa saber quando está sendo oferecido um bom preço. “Já tive clientes que pagaram caro. O mercado flutua”, ressalta.

Herzberg afirma que os valores podem sofrer variações relacionadas à oferta, ao fato de os reservatórios das hidrelétricas estarem ou não bem estabelecidos e à própria atividade econômica do País.

“O cliente deve fazer uma prospecção cuidadosa e conseguir preços atraentes. O mercado livre precisa ser entendido para que possa ser contratado e, assim, se obtenha a economia”, afirma. “Os contratos são negociados conforme o interesse e conveniência do consumidor, podem ser de um mês ou de 10 anos, por exemplo”, frisa.

Carga do sistema deve subir 2,2%

São Paulo – A carga de energia do sistema elétrico interligado brasileiro deve avançar 2,2% em setembro ante o mesmo mês do ano passado, versus previsão de alta de 1,7% no relatório da semana anterior, projetou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em boletim na sexta-feira.

Soma do consumo com as perdas na rede, a carga deve avançar mais fortemente no Sul (5,2%) e no Norte (5%), regiões nas quais as previsões sofreram poucas alterações, enquanto no Sudeste a estimativa agora é de aumento de 1,5% (ante 0,6% no relatório da semana anterior). No Nordeste, o ONS prevê queda de 0,1%, ante alta de 0,4% na previsão da semana passada.

Já as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste, que concentram os maiores reservatórios, devem representar 75% da média histórica no mês, previsão praticamente estável. No Nordeste, segundo em reservatórios, elas foram estimadas em 43% (estável ante projeção anterior).

Para o Sul, o ONS reduziu a previsão de chuvas para 37% da média histórica, versus 55% no relatório da semana anterior. (Reuters)

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