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Micro e pequenas empresas lideram a geração de empregos

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Setor de serviços foi o que mais gerou empregos no Estado em agosto, com 5.672 postos de trabalho, aponta o Sebrae Minas - Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

As micro e pequenas empresas (MPEs), que em Minas Gerais representam 99% do segmento empresarial e respondem por 61% dos postos de trabalho, foram as grandes responsáveis pelo saldo positivo de empregos apurado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no Estado em agosto. Os destaques foram os setores de serviços e da construção civil, que compensaram as perdas do agronegócio.

Segundo levantamento realizado pelo Sebrae Minas com base em dados do Caged, do saldo líquido de 5.895 empregos apurados no mês no Estado, 4.265 foram gerados pelas MPEs. As grandes e médias empresas responderam por 1.541 vagas e a administração pública, por 89.

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“Foi o melhor resultado das MPEs para agosto desde 2010, quando o saldo foi de 10.815”, indica a pesquisadora Gabriela Martinez de Oliveira Vasconcelos.

O saldo de 4.265 empregos gerados por MPEs em Minas em agosto é resultado de 102.753 admissões e 98.488 desligamentos.

De acordo com Gabriela, o saldo apurado no último mês de agosto não chega nem à metade do registrado no mesmo mês de 2010, mas já representa um resultado positivo, considerando que desde 2014 os números vinham negativos nesse mês. No mesmo intervalo de 2018, o saldo foi negativo em 123 postos de trabalho.

“Geralmente, em agosto, há uma queda no saldo de empregos devido à sazonalidade da produção agrícola, principalmente na colheita de café. Mas, neste ano, percebemos uma boa recuperação dos setores de serviços e construção, que compensou o fechamento dessas vagas”, aponta.

Atividades econômicas – Entre as MPEs do Estado, o setor de agropecuária, extração vegetal, caça e pesca foi responsável pelo fechamento de 8.277 empregos. Esse resultado negativo foi compensado pelo desempenho do setor de serviços, que gerou 5.672 empregos, seguido pela construção civil, com 2.645 postos e pela indústria de transformação (1.940) e comércio (1.911). O setor de serviços industriais de utilidade pública gerou um saldo positivo de 273 vagas e a extrativa mineral, de 101.

As ocupações com maior saldo líquido de empregos, entre as MPEs, foram nos setores de construção e serviços, com abertura de vagas para servente de obras (884), auxiliar de escritório (626); faxineiro (619); alimentador de linha de produção (592) e motorista de caminhão (426).

Já as ocupações de maior saldo negativo foram apuradas no setor agropecuário, com fechamento de postos de trabalho na cultura do café (4.865); volante da agricultura (2.022); trabalhador agropecuário em geral (1.066); tratorista agrícola (288) e operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas (130).

Regiões – Do total apurado em saldo de empregos em Minas, no mês de agosto, entre as MPEs, o maior destaque foi a região Central, com 6.151 postos, seguida pelo Triângulo (689); Zona da Mata e Vertentes (533); Rio Doce e Vale do Aço (318); Norte (267); e Jequitinhonha e Mucuri (151). Saldos negativos foram registrados na região Sul, com baixa de 3.164 postos; seguida pela região Noroeste e Alto Paranaíba (581) e Centro-Oeste e Sudoeste (99).

Municípios – Entre os municípios, o que registrou o maior saldo entre as MPEs em agosto foi Belo Horizonte, com 2.840, seguindo por dois municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Betim (658) e Nova Lima (597), além de Uberlândia, no Triângulo Mineiro (543) e Nova Serrana, no Centro-Oeste, com 289 empregos.

“Esse resultado na Capital deve ter sido puxado pelo setor de serviços, grande responsável pelo saldo das MPEs do mês”, avalia Grabriela. Do mesmo modo, indica, entre os municípios com menor saldo líquido de emprego estão aqueles que se destacam na produção agropecuária. Em Três Pontas, no Sul de Minas, o saldo foi negativo em 458 postos; seguido por Patrocínio, no Alto Paranaíba (304); Campos Altos, no Alto Paranaíba (273); Oliveira, Oeste de Minas (263) e Serra do Salitre, no Alto Paranaíba (253).

Saldo cresce 9% no acumulado do ano

De janeiro a agosto, o saldo de empregos gerado pelas MPEs em Minas foi de 79.226, resultado de 805.136 admissões e 725.910 demissões. No mesmo período, as médias e grandes responderam por um saldo de 21.634 vagas, sendo 444.586 admissões e 422.952 desligamentos.

O resultado das MPEs no acumulado dos oito primeiros meses do ano em Minas Gerais significou um aumento de 6.569 postos, ou seja, de 9%, em relação a igual intervalo de 2018, quando foi apurado um saldo de 72.657.

No acumulado em 12 meses, as MPEs responderam por um saldo de 63.640 postos de trabalho no Estado, fruto da diferença entre as 1.144.308 admissões e 1.080.668 demissões. Entre as médias e grandes, no mesmo período o saldo foi de 8.228 empregos, sendo 629.726 admissões e 621.498 desligamentos.

Ranking – No Brasil, o saldo geral de empregos em agosto foi de 121.387 postos, englobando as MPEs, médias e grandes, e a administração pública, sendo que, deste total, 95.858 foram gerados somente no segmento de MPE.

Com o saldo de 4.265 postos apurado no mês, Minas ocupou a sexta posição nesse segmento, em relação aos demais estados do País. O estado que mais se destacou na criação de vagas por MPE foi São Paulo, com saldo de 30.100, seguido pelo Rio de Janeiro, com 10.180.

Informalidade no Brasil bate recorde

Rio – A informalidade no mercado de trabalho brasileiro bateu recorde no trimestre encerrado em agosto. Ao todo, foram 38,8 milhões de pessoas nessas condições, informou na sexta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

São empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria, empregadores sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares. Esse contingente representa 41,4% da população empregada no País, a maior taxa desde que o IBGE passou a calcular esse indicador, em 2016.

O número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,3 milhões, novo recorde na série histórica do IBGE. Também houve recorde no número de empregados sem carteira assinada: 11,8 milhões.

A analista do IBGE Adriana Beringuy diz que o aumento da informalidade ocorre até em setores em tradicionalmente se contrata com carteira assinada, como a indústria e a as atividades de informação.

“Temos um mercado de trabalho que absorve pessoas, mas essa inserção não se dá pelos vínculos tradicionais da carteira”, diz.

O recorde na informalidade ajudou a baixar a taxa de desemprego do País para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, contra 12,3% no trimestre encerrado maio. No mesmo trimestre do ano anterior, a taxa era de 12,1%.

Aplicativos e construção – Em relação ao trimestre anterior, houve aumento do emprego na indústria e na construção. Segundo Beringuy, nos dois casos, o crescimento está ligado a trabalhadores por conta própria – com confecções, beneficiamento de alimentos e construção de imóveis.

Já comparação com o ano anterior, os setores que se destacam são transporte, armazenagem e correio, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas e outros serviços.

No caso do transporte, a alta foi provocada pela busca pela renda como motorista de aplicativos, diz a analista do IBGE. Foram 226 mil novos trabalhadores nesse setor em um ano.

Com o aumento do emprego informal, a população ocupada bateu recorde no País, chegando a 93,6 milhões de pessoas. São 604 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior. Deste total, 87,1% são trabalhadores considerados informais.
“Do ponto de vista quantitativo, temos a expansão, sim, da ocupação. No entanto, do ponto de vista qualitativo, o processo de inserção desses trabalhadores tem sido em função da informalidade”, disse Beringuy.

De acordo com ela, a maior informalidade pode explicar também por que o aumento da população empregada não se reflete em crescimento no contingente de contribuintes ao INSS, que está perto do piso histórico, em 62,4% do total.

“Normalmente, com mais trabalhadores [ocupados], seria de se esperar aumento no contingente que contribui”, comentou a analista, ressaltando que os novos empregos são sem carteira ou de empregadores sem CNPJ, grupos que não costumam contribuir.

O maior número de informais pressiona ainda o rendimento médio do trabalhador, que fechou o trimestre em R$ 2.298, que vem se mantendo estável apesar da queda do desemprego.

Nessa semana, o governo Jair Bolsonaro comemorou a retomada do emprego com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostrou saldo positivo de 121 mil vagas formais em agosto. Foi o quinto mês seguido de alta.

De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira ficou estável, em 33 milhões de pessoas.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,3%, estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No trimestre, houve recorde no número de pessoas subutilizadas por insuficiência de horas – isto é, trabalham menos do que gostariam. São 7,2 milhões de pessoas. (Folhapress)

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