Economia

Mais de 430 mil famílias melhoram a renda e deixam o Bolsa Família em Minas Gerais; veja o ranking de cidades

Só em maio, foram 18,7 mil famílias deixando o programa Bolsa Família no Estado, com destaque para Belo Horizonte
Mais de 430 mil famílias melhoram a renda e deixam o Bolsa Família em Minas Gerais; veja o ranking de cidades
Foto: Lyon Santos/ MDS

Mais de 430 mil famílias deixaram o Bolsa Família em Minas Gerais no período entre março de 2023 e maio deste ano. De acordo com o governo federal, só no mês passado foram 18,7 mil famílias mineiras, sendo 1.560 em Belo Horizonte, o município com maior número de desligamentos do programa no Estado.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse movimento está o aumento da renda e, consequentemente, a superação da pobreza. Essas famílias saíram da situação de fragilidade após algum membro conseguir um emprego de carteira assinada ou iniciar sua jornada empreendedora. Assim, as famílias passaram a ter uma renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.

Entre as cidades de Minas, a quantidade de famílias que deixaram o programa na capital mineira em maio foi mais que o triplo do segundo lugar, Contagem, na região metropolitana, com 457 desligamentos no período. Logo em seguida aparece Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 425 famílias.

Cidades de Minas Gerais com mais famílias saindo do Bolsa Família em maio:

  • Belo Horizonte (1.560);
  • Contagem (457);
  • Uberlândia (425);
  • Betim (409);
  • Ribeirão das Neves (360);
  • Juiz de Fora (299);
  • Montes Claros (250);
  • Santa Luzia (250);
  • Governador Valadares (210);
  • Uberaba (184).

Cenário nacional

Mulher boleira.
Foto: Divulgação/MDS

Em todo o País, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Entre os estados, o grande destaque é São Paulo, com 745,6 mil desligamentos. Na sequência aparecem Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

Na análise por capitais brasileiras, a cidade de São Paulo aparece na liderança com 7.312 famílias que deixaram o programa no período. Os outros destaques foram Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

A nova versão do Bolsa Família possui a Regra de Proteção, que garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. De acordo com o governo federal, mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressalta que o novo modelo do programa estimula o emprego no Brasil. “Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirma.

Conforme dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged) cruzados com o Cadastro Único, cerca de 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, destaca.

Já um estudo da FGV Social demonstra que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.

(Com informações da Agência Gov)

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas