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Para Liz Davidson, Minas vai gerar mais receitas e empregos | Crédito: PEDRO GONTIJO/Imprensa-MG

MICHELLE VALVERDE

 

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Descarbonizar a economia e promover um desenvolvimento sustentável são os objetivos principais de um acordo assinado na sexta-feira (4) pelo governo do Estado e o Reino Unido. Minas Gerais passou a ser a primeira unidade da federação a se engajar na campanha global “Race to Zero”, que tem como meta a neutralização de emissões e a descarbonização, devido às mudanças climáticas mundiais. Além de ser oportunidade para o Estado avançar nessas questões, o acordo pode trazer para o território mineiro novos investimentos baseados na chamada “economia verde”.

O memorando foi assinado pelo governador do Estado, Romeu Zema, e pela embaixadora interina do Reino Unido no Brasil, Liz Davidson. Como desdobramento, serão estabelecidas ações voltadas ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e à transição energética. O objetivo é transformar Minas Gerais em um estado referência na temática no Brasil e apresentá-lo como tal na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), marcada para 2021, em Glasgow, na Escócia.

Também é objetivo do memorando promover oportunidades e fomentos de investimentos voltados à economia verde e visando à energia limpa, tecnologias de baixo carbono, agricultura sustentável e à restauração ecológica. A expectativa é que exista uma atuação conjunta entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), a Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) e o governo britânico para atração de novos investimentos para o Estado.

Durante a assinatura do memorando de entendimento entre o governo mineiro e o Reino Unido, Romeu Zema destacou que Minas Gerais é o primeiro Estado do Brasil a assinar o acordo. Ele enfatizou que trabalhar uma agenda voltada para a sustentabilidade é cada vez mais importante para o desenvolvimento econômico, já que os consumidores e os investidores do mundo estão valorizando essas iniciativas.

“Sabemos que, infelizmente, a questão ambiental e a redução de emissões não têm sido prioritários no Brasil, mas quero reforçar que aqui trataremos essa pauta com o maior respeito e o maior empenho. Muita coisa no setor público não depende só de recursos. Precisamos ser criativos e buscar soluções que nunca foram buscadas”, afirmou Romeu Zema.

Segundo o governador, várias ações já são desenvolvidas para que o Estado tenha uma produção mais sustentável. “Desenvolvimento e sustentabilidade não são excludentes, são convergentes”.  Para Zema, exemplo disso é a mineração em Minas, que está se reinventando após os rompimentos das barragens da Vale em Mariana e Brumadinho.

“Após as tragédias, as represas que foram construídas no padrão antigo e que não apresentam risco estão sendo descomissionadas. O processo produtivo está caminhando para ser a seco, que não dependa de represas. Esse é um exemplo importante que mostra que é possível termos mineração e preservação ambiental. Aplico esse raciocínio a vários outros setores. O mundo será daqueles países que têm essa preocupação ambiental, os países que não tomarem esse cuidado vão ter um custo muito maior no futuro em relação aos que estão empenhando desde já”, disse Zema.

Receitas – Na avaliação da embaixadora Liz Davidson, o acordo será muito positivo para Minas Gerais, já que ao desenvolver uma agenda para uma produção sustentável Minas pode ganhar com a geração de mais receitas e empregos. Liz ressaltou que os governos estaduais têm papel relevante na mudança e estão sendo convidados a participar da “Raceto Zero”.

“O Reino Unido quer reduzir em 68% a emissão até 2030. O Brasil tem enormes vantagens comparativas para se posicionar como uma economia verde. As medidas de baixo carbono podem resultar em um aumento acumulado de R$ 2,8 trilhões em 2030, e 2 milhões de empregos a mais em 2030, principalmente no setor de indústria e serviços”, destacou.

Ainda segundo Liz, mudar a direção da sociedade para um caminho mais sustentável é uma decisão inteligente e estratégica do ponto de vista da economia. “Acredito que Minas tem oportunidade de ser protagonista não somente nacionalmente, mas internacionalmente”, completou a embaixadora.

Práticas incluem o agronegócio

As ações para promover uma produção sustentável e reduzir as emissões de carbono também serão voltadas para o agronegócio de Minas Gerais. As práticas de conservação já utilizadas pelos produtores mineiros poderão ser potencializadas com o acesso ao Prosperity Fund Energy Program, mantido pelo Reino Unido, que também patrocina um programa de agricultura de baixo carbono em 25 municípios no bioma Cerrado.

A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Ana Valentini, ressaltou que, com a assinatura do memorando, tem expectativas muito positivas em relação à conquista de novos recursos para dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos e que visam à sustentabilidade agrícola.

“Fazemos várias ações nas propriedades rurais, como um programa de revitalização de bacias, por exemplo. Já temos o mais importante, que é a experiência de aplicar os recursos em práticas sustentáveis e temos muitas outras possibilidades com o uso de novas tecnologias”.

Uma das tecnologias importantes que já é usada no Estado, mas que pode ser ampliada, é o Sistema Integração Lavoura e Pecuária (ILP). Segundo Ana, quando se faz uma sequência de formação de lavouras e pecuária seguidas, existe um grande potencial de recuperar pastagens degradadas.

“Infelizmente, no nosso Estado, temos ainda uma área muito grande de pastagens degradadas, e a situação foi agravada na última década pelos problemas de seca no Norte do Estado e pelos baixos preços na pecuária. Com a mudança de cenário, estamos muito animados e vamos melhorar a sustentabilidade nas nossas áreas produtivas. Estamos sempre buscando por melhorias e recursos para colocar todo o conhecimento que temos em prática”, acrescentou.

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