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Minas registra alta de 34,5% na importação de produtos chilenos

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As importações mineiras de produtos do Chile superaram US$ 66 milhões no acumulado de janeiro a agosto | Crédito: Divulgação

O volume de importações de Minas Gerais de produtos do Chile teve um crescimento de 34,5% no ano até agosto frente a igual período de 2020. Os dados foram divulgados pela Representação Comercial ProChile Belo Horizonte, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Chile. De janeiro a agosto, o Estado comprou dos chilenos US$66.214.098; no mesmo período de 2020 foram US$ 49.245.002.

A representante comercial do Chile em Minas Gerais, Fernanda Franco, explica que os números simbolizam a boa relação entre o Brasil e o Chile. “Minas Gerais e o Chile têm uma relação de negócios muito favorável. A importação dos setores de agroalimento e da mineração simboliza esse cenário de sucesso”, pontua.

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E os resultados comprovam isso: o Estado é consumidor brasileiro de salmão, vinhos e avelã chilenos. No agroalimento, a compra mineira de salmão fresco teve uma alta de 60% – de janeiro a agosto deste ano foram US$12.678.958 e no mesmo período do ano passado foram registrados US$7.910.921.

A importação de vinhos também teve um acréscimo de 30%. Até agora em 2021, foram US$4.394.239 gastos com as importações pelo Estado. No ano passado, foram US$1.226.584. Por fim, a aquisição de avelãs cresceu 142% neste ano, indo a  US$1.860.172 contra US$764.906 em 2020.

Fernanda Franco destaca que, com esses resultados, Minas Gerais estreita os laços com o Chile, o que simboliza a retomada da economia normal pós-pandemia. “O Estado acaba sendo um modelo para o cenário nacional. O Chile também tem uma boa parceria no quesito mineração com Minas Gerais. Vamos potencializar esses negócios com investimentos na carteira até 2025, com muito trabalho de novas soluções tecnológicas e inovadoras”, detalha.

A representante do ProChile acrescenta ainda que o país é destaque em mineração e em produção de lítio, além de criações de tecnologias e inovações para a produção na área mineradora, com o objetivo de reduzir custos na produção.

Em Minas Gerais, sete empresas mineradoras participaram de um encontro com o mercado chileno para trocarem informações sobre ampliação do contato com missão comercial com o intuito de conhecer as novas tecnologias para a extração e produção de minério de ferro.

Agronegócio

Fernanda Franco conta que, além do minério, outras portas estão se abrindo para o mercado de negócios com Minas Gerais, como a produção de tilápias, na cidade de Morada Nova de Minas, região Central do Estado. “A produção é muito semelhante à do salmão. Nós já temos a prática e esse projeto de intercâmbio com a produção de tilápias com Minas será inovador”, reforça.

Outra questão apontada por Fernanda Franco é a alta da produtividade, diversificação dos produtos importados e exportados, além de trocas de tecnologias e aprendizados. “Nós temos essa demanda, tanto o Chile quanto Minas Gerais. Hoje temos clientes que buscam por vinhos orgânicos ou vinho boutique. Os espumantes, que agora deixaram de ser consumidos apenas em datas comemorativas e viraram consumo diário. Temos potencial para ampliar os negócios”, salienta.

Encontro de Negócios 

A tradição e os resultados comerciais entre Chile e Brasil conquistam cada vez mais espaço e relevância na agenda de negociação entre os dois países. E em busca de novas oportunidades e com o objetivo de potencializar e fortalecer as relações de negócios no âmbito do comércio e do turismo, o ProChile realiza, entre os dias 19 e 22 de outubro, o Encontro de Negócios, seu principal evento de 2021.

Empresários chilenos dos setores de alimentos, bebidas, agricultura e serviços participam do evento. Na agenda com o foco em turismo estarão presentes 60 empresas do setor, sob coordenação do Sernartur (Serviço Nacional de Turismo), para destacar, dentre outros temas, como o país andino está se preparando para a reabertura da fronteira bem como políticas e programas do governo chileno para contribuir para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Chile e também lançar o Guia de Incentivos.

O Encontro de Negócios contará ainda com o seminário “Atração de Investimentos”, com palestras voltadas à economia, turismo e inovação apresentadas pelas principais lideranças chilenas.

É importante ressaltar que o Brasil é o primeiro parceiro comercial do Chile na América Latina e o quarto destino de todas as exportações chilenas.

Colfacs prometem facilitar transações

Facilitar os trâmites, os processos regionais, de forma a gerar mais competitividade e estimular a importação e a exportação no País, é o objetivo das Comissões Locais de Facilitação do Comércio (Colfacs), que serão instaladas em 29 unidades alfandegárias da Receita Federal nos estados brasileiros – uma delas em Minas Gerais.

Segundo a Portaria nº 61, assinada em conjunto pela Receita Federal, Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as Colfacs virão agilizar o acesso dos estados ao Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), com sede em Brasília.

Inicialmente, a previsão é de que sejam abertas 14 comissões locais, sendo uma delas na alfândega de Belo Horizonte. De acordo com o apurado pelo Centro Internacional de Negócios da Fiemg, as Colfacs terão como objetivo promover a discussão de propostas e o aprimoramento dos procedimentos de importação e exportação e trânsito de mercadorias.

Participação colaborativa – A ideia é, também, detalha Priscila Araújo Ferreira, analista de Negócios Internacionais da Fiemg, fomentar a participação colaborativa entre os intervenientes do comércio exterior (despachantes, empresas exportadoras, agentes de cargas, enfim, todos que estão diretamente envolvidos no setor) e junto às entidades públicas.

A criação das Colfacs é parte de uma série de medidas e ações que o Brasil precisa implementar em cumprimento ao Acordo de Facilitação do Comércio, assinado pelo País junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2013.

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