Mineira Comprovei é logtech mais atraente do País

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Mineira Comprovei é logtech mais atraente do País
De acordo com o CEO, o principal desafio para 2021 será levar a Comprovei para fora a América do Sul e América Latina | Crédito: Divulgação/Comprovei

A Comprovei, startup de tecnologia para logística sediada em Itajubá, no Sul de Minas de Gerais, foi reconhecida como a principal startup de tecnologia para logística (logtech) no Ranking da 100 Open Startups, plataforma que conecta startups a empresas, pelo terceiro ano consecutivo. Em sua quinta edição, a iniciativa da 100 Open Startups lista as startups mais atraentes para o mercado corporativo.

De acordo com CEO da Comprovei, Halley Takano, o reconhecimento foi possível graças à atuação da empresa e à proposta do ranking de reconhecer o relacionamento das startups com grandes empresas.

“Na verdade, vamos um pouco na contramão das startups e estamos mais pra camelos do que para unicórnios. Afinal, nosso negócio é monetizado desde o início e gera fluxo de caixa positivo. E este é um ponto levando em consideração pelo ranking”, disse.

Na prática, a Comprovei fornece uma plataforma digital que dá aos gestores de logística e áreas de negócio das empresas, como atendimento ao cliente e vendas, visibilidade em tempo real de cada entrega que está sendo processada. A tecnologia monitora todas as etapas de uma entrega, desde o embarque dos produtos até a chegada ao cliente que fez o pedido, que pode ser, por exemplo, um ponto de venda como um supermercado, farmácia ou comércio em geral.

O ranking, por sua vez, mede as interações realizadas das startups com médias e grandes empresas durante um ano, levando em consideração aspectos como inovação aberta (cocriação) e implementação de tecnologias inovadoras em conjunto com as companhias.

Hoje, mais de 4 milhões de entregas mensais são gerenciadas e monitoradas pela logtech. O mercado da Comprovei é formado por distribuidores, atacadistas, indústrias, redes de varejo, transportadoras e operadores logísticos que atuam nos segmentos de alimentação, medicamentos e químico.

Neste sentido, Takano disse que os negócios são divididos entre três principais grupos: distribuição de medicamentos, produtos químicos e produtos alimentícios.

Hoje, a Comprovei tem 59 clientes, como Aurora Alimentos, BASF, Roge Distribuidora, BRITIVC ebba (maior fabricante de bebidas não alcoólicas do mundo, detentora das marcas Maguary e Da Fruta), Swift, Catupiry e Wickbold e empresa 20 funcionários.

E, mesmo diante do cenário desafiador imposto pela pandemia de Covid-19, a empresa vai encerrar 2020 com desempenho positivo. A expectativa é de um faturamento de R$ 5 milhões, 35% a mais do que no ano passado.

“Como toda empresa, a pandemia nos assustou muito nos primeiros meses. Depois, o nosso segmento foi se recuperando, principalmente em função das áreas em que atuamos”, recordou.

Para se ter uma ideia, entre março e julho, a startup registrou um crescimento de 26% na sua operação e em julho atingiu a marca de 4,4 milhões de entregas mensais comprovadas, o maior nível histórico da empresa. Em fevereiro, esse número era de 3,5 milhões por mês.

Já em agosto, a startup quebrou a marca de 100 milhões de entregas comprovadas pela sua plataforma, desde o início da empresa. Outro resultado positivo no período foi o aumento do número de usuários ativos do aplicativo para os motoristas de transporte de cargas. Em março, eram 70 mil, agora são 100 mil.

Para o ano que vem, as metas são ousadas. De acordo com o CEO, o principal desafio será levar a Comprovei para fora do País. “Diante destes desempenhos e com tanto reconhecimento, partimos para este próximo desafio, que fica muito claro e palpável. Pretendemos em 2021 iniciar os trabalhos em outros países, em primeiro degrau América do Sul e América Latina”, revelou.

59,2% dos founders são homens, diz Abstartups

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, acaba de lançar o Mapeamento de Comunidades 2020, cujo objetivo é conhecer mais a fundo alguns dados de empreendedorismo e inovação de cada região do País, identificando as principais dores e potenciais locais. A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e setembro com dados do Startupbase, a base de mais de 5 mil startups associadas e participantes de 3 mil startups espalhadas pelo Brasil.

Para este ano, pela primeira vez, a entidade levantou também informações sobre o perfil dos fundadores e equipes. Sobre os fundadores, o Mapeamento aponta que os homens são maioria entre os founders de startups no Brasil, representando 59,2% do total; enquanto as mulheres respondem por 12,6%. Os quadros em que há mais de um fundador e a maioria são homens somam 18,5%; e 2,4% são os quadros com maioria feminina.

Na divisão por raça, a maioria se autodeclara branca (64,8%), seguida pelos pardos (22,7%), negros (5,8%), amarelos (2,2%) e indígenas (0,5%). No cruzamento entre raça e gênero, os homens pardos e amarelos são 84,5% contra 15,5% das mulheres. O público masculino também são maioria entre os que se afirmam negros (80,7%) e 100% dos autodeclarados indígenas.

No que tange a orientação sexual, 92,3% se declaram heterossexuais, 3,9% são homossexuais e 1,5% são bissexuais.

Diversidade no time – Em se tratando da presença feminina nas equipes, 26,9% das startups não tem nenhuma mulher no time; 18,6% têm de 25 a 49%; 17,4% têm de 6% a 25% e 15,1% têm metade do time composto por mulheres. Os negros, por sua vez, estão ausentes de 52,8% das empresas do setor, 19,3% das startups têm entre 6% e 25% de pessoas que se autointitulam negras; 11% têm menos de 5% e 9,6% têm entre 25% e 49% dos colaboradores desta etnia.

As pessoas com deficiência também não estão bem representadas no ecossistema: 94,5% das startups não têm nenhum deficiente no time – somente 3,2% têm menos de 5% de profissionais PCD na equipe. Os transexuais também estão ausentes em 96,7% das empresas participantes do levantamento.

Percepções – A despeito da realidade atual, 88,4% dos respondentes acreditam que sua startup apoia a diversidade, sendo que 75,1% considera importante ou muito importante apoiar o tema, enquanto 19,5% consideram a pauta essencial.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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