Lula anuncia mais R$ 20 bi para habitação e expande programa de reformas em casas em ano eleitoral
O programa inclui o aumento de R$ 9.600 para R$ 13 mil na faixa de renda elegível, a elevação de R$ 30 mil para R$ 50 mil no teto de crédito para reformas, e a redução do teto dos juros de 1,95% ao mês para 0,99% ao mês. O prazo de amortização, por sua vez, passa de 60 para 72 meses (de cinco para seis anos).
O anúncio foi feito pelo governo em evento no Palácio do Planalto com ministros e representantes da indústria da construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso rápido.
Lula reclamou do patamar da taxa de juros e afirmou que o Banco Central baixará a Selic se observar as ações do governo.
“O Banco Central precisa olhar o que o Tesouro fez, o que o Planejamento fez aqui. Quando Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, voltar da viagem dele à Europa, eu vou falar: \”Olha aqui, os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro\””, disse o presidente da República.
O presidente afirmou que os governos petistas criaram o Minha Casa, Minha Vida para tentar acabar com o déficit habitacional, mencionou a capacidade de geração de emprego da construção civil e falou sobre a relação entre esse setor da economia e os projetos do governo.
“Se a gente quiser fazer escola de tempo integral no Brasil inteiro, não pode ter o mesmo padrão de escola que a gente tem hoje”, declarou o presidente.
No final de março, o Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou o aumento na renda máxima de famílias que podem financiar imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida. O limite de renda familiar mensal da faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. Na faixa 2, o teto da renda passou de R$ 4.700 para R$ 5.000, enquanto na faixa 3 os valores passaram de R$ 8.600 para R$ 9.600. O valor máximo da renda familiar permitido na faixa 4, voltada à compra da casa própria pela classe média, subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
O foco do governo é estimular a compra da casa própria pela classe média, que enfrenta um gargalo diante da alta de juros e da escassez de recursos da poupança, uma das principais fontes de financiamento barato para o setor imobiliário.
Conteúdo distribuído por Folhapress
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