Com a nova fábrica em Montes Claros, a Hipolabor deverá produzir 20 milhões de ampolas por mês | Crédito: João Marcos Rosa/Divulgação

Com um investimento de R$ 180 milhões, a indústria farmacêutica Hipolabor vai começar a sua produção de medicamentos em Montes Claros, no Norte de Minas, no próximo mês de julho.

Com previsão de início das operações para outubro, o prazo foi adiantado tendo em vista a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e a necessidade de fabricar um número maior de produtos para abastecer o mercado.

Conforme destaca o presidente da empresa, Renato Alves, existe atualmente uma carência de itens como os anestésicos, essenciais para o tratamento de alguns pacientes internados por causa do Covid-19. A Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais (Samg), inclusive, já manifestou publicamente a sua preocupação em relação à falta de sedativos e relaxantes musculares nos hospitais do Estado.

Nesse cenário, a fábrica da Hipolabor em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), praticamente quadruplicou a sua produção de medicamentos, mas mesmo assim não foi suficiente para atender toda a demanda.

A marca tem em seu portfólio pelo menos dez itens utilizados no combate à doença, totalizando uma produção de 12 milhões de ampolas por mês. Com a nova operação, diz Renato Alves, a intenção é chegar aos 20 milhões de ampolas mensais.

Alguns dos injetáveis produzidos pela marca são epinefrina, hemitartarato de norepinefrina, cloridrato de midazolam e citrato de fentanila. A Hipolabor também produz os sólidos carbonato de lítio, paracetamol e omeprazol.

A unidade de Montes Claros vai ser a maior fábrica de medicamentos genéricos do Estado. A marca, aliás, é a maior do segmento em Minas Gerais, além de ser líder no ranking de fabricantes de medicamentos injetáveis do País. Para iniciar as operações em julho, recebeu o certificado de Condições Técnico-Operacionais (CTO), concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e também a licença de operação do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

Contribuições – Renato Alves ressalta que, além de atender a uma carência atual do mercado, a indústria farmacêutica Hipolabor também vai contribuir com a economia da cidade e do Estado, com geração de empregos e mais arrecadação de impostos, por exemplo.

A nova unidade deverá contar com 300 funcionários diretos. “São empregos que vão exigir uma qualificação maior e, portanto, remuneram melhor. Nosso salário médio é muito superior ao salário médio gerado por outras atividades, que, muitas vezes, não requerem formação técnica ou acadêmica elevada. Serão mais pessoas empregadas, recebendo um salário melhor, consequentemente mais dinheiro circulando na economia e mais consumo”, frisa.

“A inauguração da nova fábrica, de alguma maneira, traz prosperidade. Ajudar a economia a ficar um pouquinho mais firme é um motivo de orgulho para a gente”, salienta.

Estrutura – A unidade da Hipolabor em Montes Claros tem 14 prédios, como laboratórios, auxiliares e de processos fabris, por exemplo. A área construída é de 30 mil metros quadrados. Ao todo, o terreno tem 120 mil metros quadrados.

Além disso, foram plantadas aproximadamente duas mil árvores no entorno do parque fabril. Outra medida de sustentabilidade tem a ver com a economia de água, sendo que 10 mil m³/hora serão reutilizados de um total de 24 mil m³/hora que vão ser consumidos no local.