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Economia

Obra do laboratório de Itajubá é paralisada

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O Instituto Senai de Inovação foi projetado para ser o maior laboratório do setor elétrico da América Latina - Crédito: Divulgação

Um investimento milionário em pesquisa e tecnologia está suspenso desde julho deste ano em Itajubá, no Sul de Minas. Com obras iniciadas em 2015, o complexo laboratorial do Instituto Senai de Inovação do município mineiro teve as obras paralisadas por falta de repasse de recursos. O lançamento oficial do maior laboratório de infraestrutura do setor elétrico da América Latina e sétimo maior do mundo aconteceu no ano passado, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e a previsão de conclusão das obras, antes da paralisação, era para 2021.

Dos R$ 450 milhões que compõem o orçamento do projeto, até o momento foram gastos R$ 41 milhões nas obras de construção, com a terraplanagem e asfaltamento do terreno, além da conclusão de uma subestação de energia. A próxima etapa, que foi suspensa, seria o início da construção dos prédios que vão abrigar os equipamentos do laboratório.

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Essa fase, segundo informações da Sociedade Mineira de Engenheiros, teria o apoio da CNI, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Entre as possíveis pesquisas que o complexo laboratorial de Itajubá teria potencial para realizar estão novos processos e materiais para equipamentos elétricos mais leves e de maior confiabilidade capazes de atender aos desafios da prospecção do pré-sal. A viabilização da pesquisa com nióbio, que ainda é pouco explorado em relação à capacidade disponível, e o desenvolvimento de equipamentos elétricos usando o grafeno, que, por ser supercondutor, permite a fabricação de placas solares e baterias de lítio que armazenam dez vezes mais carga do que o normal.

Surpreso com a decisão de interrupção das obras, o reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Dagoberto Almeida, ressaltou a importância das atividades do laboratório e que uma possível solução para não perder o investimento já feito é repensar o plano de negócios, buscando novas parcerias.

“No Brasil, curiosamente, não temos tantos investimentos em ciência e tecnologia quanto deveríamos, e quando eles acontecem, são interrompidos. É preciso que nossos dirigentes entendam que esse projeto é importante e revejam as fontes de financiamento para outros ministérios que sejam capazes de permitir que o laboratório siga em frente, ao invés de cancelar o projeto e desperdiçar dinheiro público e privado”, afirma.

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Para Almeida, a paralisação das obras mostra uma falta de investimentos sustentáveis no País e ele cobra um engajamento efetivo do governo do Estado e da classe política para incentivar o desenvolvimento de projetos relacionados à ciência e tecnologia.

“Sem investimento em inovação, vamos continuar pagando royalties para que ideias se transformem em soluções inovadoras para outras nações. Nossa engenharia, nossa ciência e nossa tecnologia não são capazes de atender demandas porque nossos dirigentes não investem naquilo que faz a diferença”, comenta o reitor da Unifei.

Descumprimento de prazos – Um dos cinco galpões do complexo laboratorial seria subsidiado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), com um investimento de R$ 32 milhões, destinados para infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, somente no edifício Setor C, cujas instalações seriam destinadas à administração e ao laboratório de alta tensão.

Em nota, a companhia informou que o contrato com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG) para a construção do primeiro módulo do Instituto Senai de Inovação foi assinado em maio de 2018 e, nos termos do contrato, caberia ao Senai-MG a apresentação apropriada de todos os projetos de engenharia, orçamentos e documentação em condições técnicas adequadas à realização de processo licitatório pela Codemge, sob pena de rescisão contratual.

Ainda segundo informações da companhia, o contrato foi rescindido em outubro de 2018 devido ao descumprimento de prazos, exigências legais e cláusulas contratuais por parte do Senai. A Codemge afirma que emitiu comunicados oficiais ao Senai-MG sobre o assunto, sendo o último deles em abril 2019, no qual a atual gestão da companhia manifestou a decisão definitiva quanto ao não prosseguimento do projeto. Por esse motivo, não houve efetivamente aporte de recursos financeiros da Codemge na iniciativa.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, também por meio de nota, que o financiamento do banco ao Instituto Senai de Inovação de Itajubá está vigente e segue o curso contratual regular.

Procurada pela reportagem, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), administradora direta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.

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