Crédito: Divulgação

As nove unidades que compõem o novo parque gerador da Guanhães Energia S.A, no Leste do Estado, já estão em funcionamento. A última a entrar em operação foi a da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Jacaré, situada em Dores de Guanhães, no último mês. As expectativas são de que a ação promova mais desenvolvimento na região, em várias frentes.

Com o funcionamento de todas as unidades, a energia total gerada pelas usinas já é capaz de abastecer aproximadamente 135 mil residências ou uma cidade de 37 mil habitantes, como Matozinhos, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A Guanhães Energia, que é a responsável pela manutenção, operação, exploração e implantação das PCHs, tem participação acionária de 49% da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e de 51% da Light Energia.

A Cemig integralizou R$ 268,8 milhões no empreendimento, valor que é proporcional a sua participação de 49% no projeto. O complexo compreende quatro PCHs: Dores de Guanhães (14 MW), Senhora do Porto (12 MW) e Jacaré (9 MW), em Dores de Guanhães, e Fortuna II (9 MW), nas cidades de Virginópolis e Guanhães.

Três unidades geradoras estão instaladas na PCH Fortuna II, duas na PCH Senhora do Porto, duas na PCH Dores de Guanhães e duas na PCH Jacaré.

A gestora do projeto, Fernanda Oliveira, ressalta que as novas unidades incrementam e melhoram a qualidade de energia em toda a região.

“Era um local que tinha deficiência de energia. O projeto é muito importante para reforçar o sistema, favorecendo, inclusive, a instalação de mais empresas, movimentando a economia e gerando desenvolvimento”, salienta ela.

Segundo Fernanda, os investimentos da Cemig focaram não somente a construção das quatro pequenas centrais hidrelétricas, mas também “as obras de compensação ambiental, tais como áreas de lazer, implantação de áreas de preservação permanente, revegetação de áreas de nascentes, recuperação de patrimônio histórico em Senhora do Porto e outras obras decorrentes da implantação das usinas”, explica.

O impacto ambiental, segundo a profissional, é mínimo, uma vez que, por se tratar de pequenas usinas, os reservatórios são pequenos.

“Além disso, para compensar as áreas inundadas pelos reservatórios, a Guanhães Energia realizou diversas obras culturais, de lazer e infraestrutura nos municípios atingidos”, afirma Fernanda. A profissional ressalta, ainda, que a energia hidráulica gerada é proveniente de fonte limpa.