Parque guseiro de MG exportará até 65% da produção neste ano

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Parque guseiro de MG exportará até 65% da produção neste ano
O Sindifer-MG espera aumento de pelo menos 10% na produção de gusa no Estado em 2021 frente à de 2020, que somou 3,9 milhões de toneladas | Crédito: Divulgação

As exportações continuam garantindo o desempenho da indústria do ferro de Minas Gerais, embora em menor proporção que no ano passado. Enquanto que, em 2020, 72% da produção do parque guseiro do Estado foram enviadas ao exterior, neste exercício os embarques devem voltar aos patamares pré-crise, entre 60% e 65% da produção.

A informação é do presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer-MG), Fausto Varela Cançado, que disse que a produção de 2021 deverá superar as 3,9 milhões de toneladas do exercício passado, até então o maior volume do setor em 12 anos. “Estamos trabalhando para crescer pelo menos 10%. Mas se equipararmos ao volume de 2020 já vai ser muito bom. Vamos atrás de um resultado mesmo que modesto”, comentou.

Apesar das expectativas, Varela Cançado voltou a alertar para a baixa produtividade. Segundo ele, com o aumento substancial dos custos de produção, incluindo a escalada de preços do minério de ferro no mercado internacional, a produtividade do setor caiu consideravelmente. A começar pela perda da qualidade do produto.

“O natural é trabalharmos com a hematita granulada com teor de ferro acima de 62%. Mas esse teor vem caindo e as ofertas atuais estão entre 55% e 60%. A produtividade vem caindo e gasta-se mais carvão e minério. Sem contar a geração de escória. Há dez anos tínhamos em torno 150 quilos de rejeito por tonelada. Hoje, com o ferro mais contaminado, ficamos entre 400 kg e 500 kg por tonelada”, advertiu o presidente d Sindifer-MG.

A dificuldade ao acesso ao insumo siderúrgico também permanece. Devido à falta do minério de ferro granulado no Quadrilátero Ferrífero, usineiros do Estado continuam buscando o minério em outros estados, como Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia.

“Os preços continuam altos, a escassez nos faz buscar insumo em outras regiões, a produtividade é cada vez menor e isso nos preocupa já não é de hoje. Com isso, apesar da tendência de manter o crescimento neste exercício, a expansão pode ser comprometida”, finalizou.

Conforme publicado em abril, Minas Gerais tem hoje 45 indústrias do setor, que geram cerca de 9 mil empregos.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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